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18 anos após a morte dos pais: O que aconteceu com Suzane von Richthofen?

Ao lado do namorado, Suzane planejou o brutal assassinato dos próprios familiares, escandalizando o país em 2002

Ingredi Brunato Publicado em 26/09/2020, às 09h00

Fotografia de Suzane von Richthofen
Fotografia de Suzane von Richthofen - Divulgação

Suzane von Richthofen foi presa por ter orquestrado o brutal assassinato de seus próprios pais no ano de 2002, tendo sido o crime em si cometido pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, sendo o primeiro deles o namorado da moça na época. O plano dos três autores do assassinato seria dividir entre eles a herança da moça. 

Nos últimos 18 anos, a criminosa esteve encarcerada, com apenas um curto período no fim de 2005 em que teve um habeas corpus aprovado, apenas para ser novamente presa em 2006 após entrevistas ao Fantástico e à Veja. Ela já passou pela penitenciária do Carandiru e do Tremembé, e atualmente está em regime semiaberto, tendo direito a estudar e trabalhar. 

Suzanne na época que cometeu o crime. Crédito: Divulgação 

 

Suzane na TV

Em sua última aparição na TV, em 2015, Suzane falou sobre como andava sua vida na prisão para o apresentador Gugu Liberato, no programa que levava seu nome. Durante a entrevista, a mulher revelou informações inéditas sobre o caso, contando como foi o planejamento do assassinato de seus pais ao lado dos irmãos Cravinho, embora tenha demonstrado arrependimento. 

Outra novidade foi seu relacionamento com outra detenta, Sandra Regina, também conhecida como “Sandrão”, que havia começado em 2014. Após as duas formalizarem sua união dentro da cadeia, foram transferidas para uma ala de casais (antes disso, a criminosa estava na ala das evangélicas). 

A parceira de Suzane havia sido condenada a 27 anos na prisão, por conta da realização do sequestro e morte de um adolescente no estado de São Paulo. A mulher que planejou a morte dos pais elogiou bastante Sandrão, e falou sobre a ideia de continuar o relacionamento em liberdade. Contudo, a união acabou quando Sandra Regina foi transferida para outra penitenciária para realizar um regime semiaberto. 

Suzane com irmão e pais, quando eles ainda eram vivos. Crédito: Divulgação

 

Últimas atualizações 

Recentemente, no ano de 2020, Suzane von Richthofen tentou obter uma progressão de seu regime para aberto, com a defesa alegando que o benefício já foi conseguido pelos irmãos Cravinho

Para mostrar sua aptidão a um regime aberto, especialmente após crimes como assassinato, é preciso passar por avaliações psicológicas primeiro. Segundo os assistentes sociais e outros funcionários da penitenciária onde Suzane está atualmente, no Tremembé, a prisioneira demonstra arrependimento pelo que fez. 

A vida amorosa da detenta também mudou desde sua entrevista ao já falecido Gugu. Segundo o site Época, em 2020 ela reviveu um envolvimento com seu ex-noivo, Rogério Olberg, de 41 anos.

Sua cunhada também escreveu uma carta de próprio dizendo que caso a detenta conseguisse o regime aberto, poderia ficar em sua casa, onde o “apoio e acolhimento servirá de amparo à sua reinserção social”. 

Ainda de acordo com o veículo, se tem estudado a possibilidade da criminosa lançar um livro autobiográfico, o que foi desaprovado por seu advogado de defesa, sob a alegação que isso poderia atrapalhar a progressão do regime. Contudo, com a firmeza da família Olberg na ideia, ele acabou sendo trocado em seguida pela advogada Adriane de Melo Nunes Martorelli.

“A Suzane está arrependida do que ela fez? Os psicólogos dizem que não. Esse é dos motivos pelos quais a Suzane ainda está presa. A Suzane e o Daniel receberam a mesma pena: 39 anos e seis meses de prisão. O Daniel já está livre há dois anos, em um regime aberto. Ele cumpre o resto da pena em liberdade. Já a Suzane não consegue migrar para esse regime, justamente porque ela não prova para ajustiça que ela está arrependida do que ela fez”, diz o autor Ullisses Campbell no livro Suzane: Assassina e Manipuladora, publicado pela Editora Matrix.

Apesar de todos os 'esforços' recentes da detenta e sua nova família em direção à saída definitiva de Suzane prisão, o promotor Paulo de Palma, que tem acompanhado a execução da pena da criminosa desde o princípio, acredita que ainda não seja o momento. “Suzane praticou delitos graves e não comprovou, como lhe competia, a necessária melhora íntima”, escreveu o promotor em um parecer sobre o caso.


++Saiba mais sobre o tema através da obra de Campbell, que apresenta relatos impressionantes do crime que chocou o país.

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