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Os homens que tentaram se passar por grávidas para tomar a vacina contra o coronavírus

Em Divinópolis, MG, 17 rapazes tentaram furar a fila e burlar o cadastro regional que oferecia ao imunizante da Pfizer

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 05/06/2021, às 09h00

Imagem meramente ilustrativa de mulher grávida
Imagem meramente ilustrativa de mulher grávida - Divulgação/Pixabay

A lenta vacinação em relação a outros países que imunizam de forma acelerada cria situações bizarras no Brasil; em decorrência dos racionamentos por idade, comorbidades e até área de atuação profissional, um funil de especificações possibilita a aplicação das doses favorecendo os grupos de maior risco de maneira decrescente, deixando os mais saudáveis para o final da campanha.

Contudo, alguns espertinhos se utilizam de falhas em mecanismos públicos recém-criados para tentar furar a fila ou obter a vacina de maneira ilegal. Dois exemplos de São Paulo, como reportamos anteriormente, chegaram a obter a terceira dose da vacina durante uma queda sistêmica da rede que registra os vacinados.

Porém, um grupo de 17 homens entre 18 e 50 anos de idade na cidade de Divinópolis, a 110 km de Belo Horizonte, chamaram ainda mais atenção após serem identificados pela prefeitura do município tentando burlar o regulamento das aplicações de maneira inusitada, como descoberto em maio de 2021.

Barrigão (mas de cerveja)

Aproveitando de um sistema de cadastramento, os rapazes tiveram ciência de que, diferente dos dois outros imunizantes disponíveis no país — Coronavac e Oxford/AstraZeneca — o imunizante da Pfizer seria disponibilizado unicamente para as gestantes do município. Dessa maneira, se registraram como grávidas, mesmo com o cadastro social apontando o sexo masculino.

A descoberta se deu ainda durante a análise de dados para as estimativas diárias de vacinação e apontaram o desencontro bizarro, como informou o secretário municipal de saúde Alan Rodrigo da Silva: "Apareceu um fulano de tal, homem, como grávida", disse à Folha de S. Paulo.

Contudo, os responsáveis dificilmente conseguiriam passar despercebidos na tentativa de fraude, tendo os nomes retirados do sistema e realocados de maneira correta logo após a descoberta: "Foi muita ingenuidade. O problema é que eles podem ter pegado o lugar de alguém na fila eletrônica", reiterou o secretário.

Consequências da marmelada

O encaminhamento automático conseguiu identificar as unidades de aplicação, portanto, possibilitou a notificação dos profissionais de saúde sobre os supostos grávidos. Dessa maneira, a aplicação fraudulenta não foi concretizada e os envolvidos tiveram a denúncia levada ao Ministério Público, acionando a Polícia Federal, como informa o portal UOL.

Devido ao não comparecimento nas unidades, os homens não foram presos, mas podem ser alvo de investigação da Polícia Civil por estelionato. Apesar das tentativas, a Prefeitura brincou com a situação, principalmente pela agilidade da descoberta; o prefeito da cidade, Gleidson Azevedo, aproveitou para comentar o fato com bom humor.

Em um box de crossfit e acompanhado de outros atletas da modalidade, o político aproveitou para gravar um vídeo com a legenda "Homenagem a todos os grávidos de Divinópolis", usando uma bola de ginástica debaixo da camiseta e dançando a música "Volta Bebê, Volta Neném".

 
 
 
 
 
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Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 16,8 milhõesde pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 341 mil no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 172 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 3,7 milhões de mortes, sendo mais de 341 mil delas apenas no Brasil, que está no terceiro lugar entre os países onde mais pessoas morreram por complicações da Covid-19. 


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