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Paixão obsessiva: caso Rebecca Schaeffer, a atriz que foi morta por um fã

Apaixonado pela artista, Robert não gostou de uma das cenas que ela performou e decidiu tomar providências

Pamela Malva Publicado em 08/03/2020, às 17h00

Foto da modelo e atriz Rebecca Lucile Schaeffer
Foto da modelo e atriz Rebecca Lucile Schaeffer - Wikimedia Commons

Rebecca Lucile Schaeffer era uma estrela em ascensão no final dos anos 1980. Ela era apaixonada pelas câmeras e pelas passarelas e queria construir sua carreira com louvor. Ela não esperava, no entanto, que sua fama seria fatal.

Nascida em uma família judia, em Oregon, Estados Unidos, ela convenceu os pais que tentaria a vida de modelo em Nova York. Assim, em 1984, ela se mudou sozinha para a cidade. Enquanto morava lá, teve a oportunidade de atuar e nunca mais largou os roteiros.

Rebecca, entretanto, não queria deixar o sonho das passarelas de lado e decidiu se mudar para o Japão, em 1985. A ideia era conseguir mais trabalhos como modelo, mas ela era considerada baixa demais para desfilar ou fotografar. Assim, passou a focar em sua carreira como atriz.

Voltou para Nova York, encontrou um trabalho de garçonete e chegou a modelar para a capa da revista norte-americana Seventeen. Tudo ia bem, ela estava fazendo diversos testes e estava feliz com suas performances — ainda que ela nunca tenha sido protagonista.

Rebecca em ensaio fotográfico / Crédito: Divulgação

 

O fim do sonho começou quando, em 1986, Robert John Bardo ficou obcecado por ela e passou a persegui-la. Ele chegou a mandar diversas cartas para a atriz, as quais ela respondeu com carinho, imaginando que ele fosse um fã comum.

Em 1989, entretanto, Bardo assistiu sua atriz em uma peça, na qual Rebecca contracenava com outro homem. Robert enlouqueceu de ciúmes e decidiu que ela deveria morrer. Ele, então, pagou uma agência de detetives e descobriu o endereço da artista.

No dia 18 de julho de 1989, Robert alugou um carro e foi até o bairro de Rebecca. Ele sondou um pouco a rua da atriz e, quando confirmou o endereço, tocou a campainha. Como estava esperando que um roteiro lhe fosse entregue, a mulher abriu a porta.

Robert lhe mostrou algumas das cartas que trocaram e os dois tiveram uma breve conversa. No fim, Rebecca pediu que o fã não voltasse mais à sua casa. Ele concordou, saiu do local e tomou um café em um restaurante próximo.

Robert em seu julgamento / Crédito: Divulgação/Youtube

 

Uma hora mais tarde, Robert voltou a tocar a campainha de Rebecca, que atendeu mais uma vez. O homem tirou uma arma de um saco de papel e atirou no peito da atriz à queima roupa. Assim que o corpo dela caiu no chão, o assassino fugiu.

A ambulância foi chamada por uma vizinha e Rebecca foi levada ao hospital, mas morreu logo em seguida. Robert foi preso no dia seguinte e confessou o crime. Em seu julgamento, a acusação foi feita por Marcia Clark, advogada conhecida pela promotoria no caso OJ Simpson. O assassino foi condenado à prisão perpétua sem liberdade condicional.


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