Busca
Facebook Aventuras na HistóriaTwitter Aventuras na HistóriaInstagram Aventuras na HistóriaYoutube Aventuras na HistóriaTiktok Aventuras na HistóriaSpotify Aventuras na História
Matérias / Crimes

A Paixão de Cristo: Como o filme ajudou a resolver um crime?

Em 2004, um homem estadunidense foi inspirado a fazer o certo após assistir à famosa produção, que havia sido lançada naquele ano

Redação Publicado em 26/11/2023, às 09h00 - Atualizado em 04/01/2024, às 16h51

WhatsAppFacebookTwitterFlipboardGmail
Cena de "A Paixão de Cristo" - Divulgação/ Newmarket Films
Cena de "A Paixão de Cristo" - Divulgação/ Newmarket Films

Em março de 2004, o departamento policial do condado de Fort Bend, localizado no estado norte-americano do Texas, nos EUA, foi surpreendido pela chegada de um homem que queria confessar um assassinato

Era Dan R. Leach, de 21 anos, que decidiu procurar as autoridades após assistir ao filme "A Paixão de Cristo", lançado naquele mesmo ano. A produção de teor dramático, dirigida por Mel Gilbson e é baseada nos registros da Bíblia (especificamente, naqueles presentes no Novo Testamento) retrata a crucificação de Jesus Cristo

Após assistir à história e conversar com um membro de sua família que atuava como conselheiro espiritual, o criminoso decidiu fazer o certo e confessar à polícia que havia tirado a vida de sua ex-namorada, Ashley Nicole Wilson, mais cedo naquele ano. 

O homicídio, que havia acontecido em janeiro, foi determinado como um suicídio pelos investigadores, de forma que Leach, se tivesse permanecido em silêncio, teria sido capaz de viver sua vida normalmente mesmo após ter assassinado a moça. 

Fotografia de Leach na prisão / Crédito: Divulgação/ Condado de Fort Bend

O caso 

O corpo de Wilson foi descoberto em seu apartamento com uma corda em volta do pescoço, com sua causa de morte determinada como enforcamento. Não havia evidências de que uma segunda pessoa teria passado por ali. 

Além disso, o contexto ajudava a explicar por que a jovem de 19 anos teria tomado uma decisão tão drástica: ela havia descoberto que estava grávida, e, por conta disso, parado de tomar seus antidepressivos. 

Na verdade, a cena do crime havia sido manipulada por Leach de forma que fosse interpretada dessa forma. Conforme repercutido pela NBC News na época, ele usou luvas a fim de que não deixasse digitais para trás.

Ele foi muito, muito meticuloso. Foi muito bem planejado e bem executado", explicou Mike Kubricht, policial envolvido na apuração do caso. 

Outro detalhe é que, segundo acreditam promotores de justiça que o processaram, o norte-americano cometeu o homicídio porque não queria criar a criança. O conselheiro espiritual com quem Leach conversou antes de procurar as autoridades, aliás, também testemunhou: 

O conselheiro disse que, entre isso [a conversa deles] e o filme, ele [Leach] sentiu que, para ter redenção, teria que confessar seu pecado e cumprir sua pena", acrescentou Kubricht.

Desdobramentos judiciais 

O criminoso recebeu uma sentença de 75 anos atrás das grades, ainda de acordo com a NBC News. A pena máxima para o qual ele estava elegível, vale mencionar, era prisão perpétua. 

A família da vítima, que também falou com o veículo, afirmou que queriam a pena perpétua, mas a que Leach recebeu era "aceitável". 

Que você apodreça na prisão ou no inferno, o que for pior", declarou Renee Coulter, a mãe de Ashley. 

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!