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"Pessoas com boas energias atraem outras", lembra historiador no Dia Internacional do Riso

Professor de História mostra de que maneira a sociedade se transformou de um ambiente sisudo para a valorização de situações agradáveis e engraçadas

Redação Publicado em 17/01/2021, às 00h00

Estátuas em Vancouver, Canadá
Estátuas em Vancouver, Canadá - Imagem de JudaM por Pixabay

Diz o velho ditado: "Rir é o melhor remédio". Daí os questionamentos: O que se cura com o riso? Por que rir faz tão bem?

Não é segredo para ninguém que toda a sociedade está passando um período difícil, em todos os sentidos. Ainda assim, uma dose de bom humor pode ter um elemento favorável à saúde e possibilitar de uma melhor forma que as pessoas tenham um estímulo a mais para superar esta fase repleta de adversidades.

Do ponto de vista científico, a risada relaxa o corpo e a mente. Quando uma pessoa está rindo, seu corpo libera endorfina, aquele hormônio que promove uma sensação de bem-estar geral.

Diversas pesquisas no mundo chegaram a conclusões que o riso emagrece, favorece a autoestima, diminui a dor, favorece a circulação sanguínea e reduz o estresse.

Inclusive, quem não sorri acaba sinalizando que não deseja uma proximidade, ou que não está disponível para conversar, se relacionar.

Se analisarmos toda a construção da figura humana do ponto de vista histórico, é possível observar que o riso nem sempre fez parte do dia a dia, conforme explica o professor Ueldison Alves de Azevedo.

A data

Antes de mais nada, ele lembra que no dia 11 de janeiro de 1988, um evento organizado na Índia pelo Dr. Madan Kataria, deu início ao Dia Internacional do Riso, que logo foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Neste encontro participaram 12 mil participantes, “onde foi criado o movimento Yoga do riso. A finalidade desse grupo é simples: lembrar que rir é o melhor remédio para a saúde”, conta o historiador Ueldison. Voltando no tempo, Charles Chaplin tinha uma situação que o professor recorda: “Aquele dia que não se dá uma risada é um dia perdido”, conta.

Já voltando algumas centenas de anos, é possível observar que a preocupação com a risada já era até comentada pelo dramaturgo reconhecido pela arte dramática, William Shakespeare: “No século XVI ele já alertava: ‘A alegria evita mil males e prolonga a vida”, destaca Ueldison.

Unindo ciência e história, o professor lembra “a total veracidade destas falas, já que atualmente os cientistas comprovaram que rir é algo que pode evitar várias doenças fisiológicas, mentais e traz longevidade vital”, destaca.

Na personalidade

Além disso, o hábito de rir está encravado em nossa personalidade há mais tempo do que imaginamos: “Rir é algo que está em nosso DNA desde que ser humano era ainda um australopithecus”, reforça Ueldison.

Mas, com a pandemia e as incertezas que a acompanham, rir não está sendo uma tarefa das mais fáceis, lamenta o professor: “Na atualidade, onde fazemos de tudo e um pouco mais, acabamos esquecendo de rir, seja aquela risada expansiva ou aquela no cantinho da boca. Estamos deixando de viver com emoção e com a intensidade que uma boa gargalhada poderia nos dar”.

Para não se deixar levar pelas tristezas e angústias, o professor Ueldison recomenda: “Olhe para o espelho e abra um sorriso. Pode parecer estranho em um primeiro momento, mas certamente vai mudar o seu astral e a sua forma de encarar a vida. Faça isso, e espalhe essa alegria a todos que você encontrar no seu caminho. Vivemos um período difícil, mas com humor e alegria as coisas podem ficar muito mais fáceis e prazerosas”, completa.

Para superar este período difícil, uma dica do professor: “As pessoas com boas energias atraem outras com o carisma que ela desperta, criando novas amizades. É algo bem diferente daqueles que não dão risadas. Estes acabam se tornando amargos e antipáticos, fazendo com que os outros se afastem deles, deixando-os isolados”.