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O escândalo por trás das fotos de Marilyn Monroe para a Playboy

Marcada na história como a primeira coelinha da marca, a atriz nunca autorizou a publicação, mas assume que as imagens ajudaram a impulsionar sua carreira

Pamela Malva Publicado em 20/01/2020, às 19h00

A atriz Marilyn Monroe
A atriz Marilyn Monroe - Getty Images

Muito antes de se tornar a estrela mundialmente conhecida que é hoje, Marilyn Monroe passou por poucas e boas e se envolveu em algumas polêmicas. A mais controversa, até os dias atuais, envolve Hugh Hefner e a sua criação, a revista Playboy.

Quatro anos antes da fundação da revista masculina, Marilyn se viu precisando de dinheiro. Ela estava no começo da carreira e ainda não tinha chamado atenção de Hollywood ou do mundo. Assim, foi fácil para ela aceitar dos 50 dólares oferecidos pelo fotógrafo Tom Kelley, em 1949.

Para ela seria dinheiro fácil: Marilyn só precisaria posar nua. O ensaio seria publicado em um calendário e toda a história acabaria aí. No entanto, ela não esperava que Hugh Hefner surgisse na equação.

A famosa primeira capa e o fotógrafo Tom Kelley com uma das fotos do ensaio em mãos / Crédito: Getty Images

 

Com a Playboy em mente, o homem precisava de boas fotos para sua primeira edição. Assim, ele deu de frente com Tom Kelley e se apaixonou pelas fotos da atriz loira. Hugh comprou os direitos das imagens por 500 dólares e fechou o acordo com a empresa responsável pelo calendário.

A partir desse momento, Marilyn estampou a primeira edição da Playboy, em dezembro de 1953. A atriz fez história como a primeira coelhinha e inaugurou o império da publicação. O rosto da artista na capa, fez com que a revista tivesse mais de 50 mil exemplares vendidos na época — a cinquenta centavos de dólares cada.

As fotos do ensaio de Marilyn / Crédito: Divulgação/Playboy

 

Tudo ia bem, a revista vendia como água e Hugh Hefner não poderia estar mais feliz. Mas uma polêmica esperava na esquina: Marilyn nunca chegou a, de fato, autorizar a publicação de seu ensaio sensual. Apesar disso, ela admitiu que as fotos e o sucesso da publicação foram importantes para a sua carreira como atriz.

Mesmo assim, por mais que a publicação tenha sido controversa, sem a permissão da modelo, a lei americana reconhece que Hefner não fez nada fora do permitido. Legalmente, ele comprou os direitos das fotos e se tornou o dono das imagens.

Hugh Hefner com a primeira capa da Playboy em mãos / Crédito: Getty Images

 

No final, Hugh nunca realmente encontrou Marilyn pessoalmente e, quando morreu aos 91 anos, em 2017, foi enterrado ao lado dela. Isso porque, bem antes de sua morte, comprou a cripta ao lado da de Marilyn por 75 mil dólares.

Em 2018, a Playboy decidiu leiloar um exemplar da polêmica edição, que fazia parte da coleção pessoal de Hugh Hefner. O valor de pré-venda estava estimado entre 3 mil e 5 mil dólares, de acordo com o site da Julien’s Auctions, uma das maiores casas de leilão do mundo.


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