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Por que Lucão usa máscara durante os jogos de vôlei nos Jogos Olímpicos de Tóquio?

O atleta da Seleção Brasileira chama atenção por contar com o adereço não-obrigatório em partidas do torneio

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 31/07/2021, às 10h00

Lucão prepara um saque usando máscara
Lucão prepara um saque usando máscara - Getty Images

O atleta Lucas Saatkamp, popularmente conhecido pelo apelido 'Lucão', tem atraído os olhares da cobertura esportiva durante os Jogos Olímpicos de Tóquio — não apenas por sua atuação nas vitoriosas partidas de vôlei da Seleção Brasileira, mas também pelo uso de um curioso acessório.

O torneio, adiado em um ano devido a crise sanitária mundial causada pela disseminação do novo coronavírus, atravessa uma crise de casos e rígidos protocolos para ter suas competições realizadas.

Com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso de máscara facial e outras medidas de higiene se tornou rotineiro no mundo todo para impedir que a contaminação fosse ainda mais intensa.

Para os atletas olímpicos, no entanto, o protocolo foi especialmente quebrado com uma série de medidas de segurança. Testado durante os jogos e confinados entre eles, o comitê organizador tenta suprimir ao máximo a possibilidade de contágio exterior.

Com isso, os jogos conseguem proporcionar práticas esportivas de maneira confortável, sem a necessidade de distanciamento social em jogos coletivos e possibilitando a ausência do uso de máscara durante as partidas.

Por que então o jogador Lucão está fazendo o uso do adereço mesmo com a liberação do Comitê Olímpico Internacional?

Lucão usando máscara durante partida contra Tunísia na Olimpíada de Tóquio / Crédito: Getty Images

 

Motivo do uso

No início da competição, Lucão era o único em quadra com a máscara, enquanto os outros atletas que compõem o time descartavam o uso do adereço. Com a específica condição, um repórter da emissora por assinatura SporTV decidiu indagar o atleta sobre a opção pessoal de proteção, onde revelou que fez a medida visando a saúde, os companheiros e, em especial, o filho de 4 anos, Théo.

Eu tomei essa opção de usar a máscara desde que os treinamentos voltaram com um grupo maior. Primeiro, porque a gente não tem controle sobre o vírus, mesmo fazendo testagem a cada 14 dias. Mas existe esse lapso no meio, e a pessoa pode ser infectada ou não. [...] Outra coisa também é que meu filho tem sintomas de febre direto a cada 15, 20 dias, porque tem um pouco de problema de garganta e bronquite. Então, tenho um pouco de medo"

A medida não apenas foi elogiada por internautas durante o jogo contra a Tunísia, na estreia do Brasil no vôlei durante a competição, em 24 de julho, mas também passou a ser aderida por outros companheiros de equipe, como o ponteiro Mauricio Borges, que usou o acessório dias depois, na vitória contra os Estados Unidos.

Lucas e Maurício usando máscaras durante a partida contra os EUA / Crédito: Getty Images

 

Desempenho olímpico

Se engana quem acredita que a máscara atrapalha; com o meio-de-rede em quadra, o Brasil venceu três das primeiras quatro partidas, perdendo apenas para a potente Rússia.

Ainda na entrevista ao SporTV, ele explicou que, apesar de usar uma máscara mais confortável, o compasso da respiração se torna mais difícil pelo bloqueio na entrada de ar — mas deixou claro que isso não foi um problema durante as vitórias.

A máscara incomoda um pouco, principalmente na parte de cardio, que exige um pouco mais, na hora de um rali. Mas a sorte é que, no nosso esporte, é mais de explosão, os ralis são mais curtos, às vezes é só uma ação que você faz", concluiu.

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