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Que fim levou o corpo de Freddie Mercury? Só uma pessoa sabe a resposta

Antes de falecer em 1991, o cantor declarou ter medo de ser desenterrado por seus próprios fãs

Thiago Lincolins Publicado em 19/06/2019, às 08h00

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- Crédito: Reprodução

No dia 23 de novembro de 1991, os fãs da banda Queen foram surpreendidos com um comunicado oficial de Freddie Mercury, vocalista da banda. Na nota, escrita pelo empresário Jim Beach, um dos maiores ícones do rock confirmou o que a mídia especulou por muito tempo.

“Seguindo a enorme conjectura da imprensa nas últimas duas semanas, venho confirmar que fui diagnosticado como HIV positivo e tenho AIDS. Achei correto manter essa informação em sigilo para proteger a privacidade das pessoas ao meu redor. No entanto, chegou a hora de meus amigos e fãs ao redor do mundo saberem a verdade e espero que todos se unam a mim, aos meus médicos e a todos os que estão no mundo na luta contra essa terrível doença. Minha privacidade sempre foi muito importante e eu sou famoso por não dar muitas entrevistas. Por favor, entenda que esta política continuará”, afirmou o cantor no comunicado. 

O cantor no videoclipe da canção These Are The Days Of Our Lives, o último gravado antes de sua morte / Crédito: Reprodução 

Mercury já não era mais o mesmo. A doença, que o deixou extremamente magro, foi responsável pelo seu afastamento dos palcos. Na madrugada do dia 25 de novembro, os fãs receberam uma nota ainda mais trágica: o cantor havia falecido após contrair uma pneumonia, como consequência da AIDS. O funeral foi realizado dois dias depois no crematório de West London, no Reino Unido.

Entre os presentes na cerimônia estava Mary Austin, que manteve uma relação de seis anos com o vocalista do Queen. “Freddie não queria que ninguém tentasse desenterrá-lo, como aconteceu com algumas pessoas famosas. Isso porque os fãs podem ser profundamente obsessivos”, disse Mary em entrevista à David Wigg, um jornalista britânico e amigo do astro. O cantor escolheu a cremação. 

E além de herdar a mansão e a fortuna do astro, Austin também guardou um grande segredo por anos. Ela é a única pessoa que sabe onde estão as cinzas de Mercury.

O astro ao lado de Mary Austin / Crédito: Reprodução

De acordo com Wigg, em seus dias finais Freddie fez um pedido excêntrico à mulher que descrevia como “amor de sua vida”. Após a cerimônia, ela deveria recolher suas cinzas e despejá-las em um local secreto, que nunca poderia ser divulgado. E nem mesmo os seus pais poderiam participar do ato.

Foi praticamente uma missão impossível. Devido às muitas perseguições midiáticas, a urna - com as cinzas de Mercury - ficou guardada durante 2 anos na mansão do cantor. Até que em um dia normal, Mary fingiu que tinha uma consulta marcada e se dirigiu ao local em que as cinzas seriam finalmente despejadas. “Certa manhã, saí da mansão com a urna. Tinha que ser como em um dia normal, então a equipe não suspeitaria de nada - poderia gerar uma fofoca entre os membros.”, contou Austin. 

O mistério esteve perto de ser solucionado em 2013. No Cemitério de Kasal Green, no mesmo local do crematório West London, alguns fãs notaram a existência de uma placa com a inscrição “Em memória amorosa de Farrokh Bulsara”, assinada apenas com a letra “M”.

A placa encontrada por fãs em 2013 / Crédito: Divulgação 

Logo se espalhou a teoria de que o M poderia ser uma abreviação para Mary, já que o nome verdadeiro de Mercury é Farrokh Bulsara. Uma declaração no site do cemitério afirma que placas como essas "podem ser fornecidas para aqueles cujos restos cremados foram espalhados no jardim". 

Austin negou a descoberta dos fãs e se depender dela, hoje com 68 anos, o pedido de Freddie será respeitado por toda eternidade.