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Vaidosos ou brutamontes: Qual era a real aparência dos vikings?

Com um grande dossiê, o Museu Nacional da Dinamarca relata a higiene e cuidados pessoais dos combatentes — e surpreende pela criatividade escandinava

Wallacy Ferrari Publicado em 14/07/2020, às 07h39

Trecho da série "Vikings", com personagens reunidos e munidos de lanças
Trecho da série "Vikings", com personagens reunidos e munidos de lanças - Divulgação / MGM Television

Ao longo de anos, a indústria audiovisual produziu centenas de obras gráficas reproduzindo a ação dos vikings durante a Idade Média, com um comportamento característico dessa população; com postura agressiva, pele descuidada, pouca vaidade e muita força física. Porém, na vida real, as passagens dos vikings possuem registros históricos que discordam do estereótipo bruto.

Com o auxílio dos mais de 500 esqueletos vikings encontrados em escavações arqueológicas da Dinamarca, foi possível criar uma relação de hábitos, ferramentas e até padrões de beleza sobre os cuidados pessoais dos combatentes escandinavos. Em uma extensa pesquisa, relatada pelo Museu Nacional da Dinamarca, um dossiê — incluindo a aparência, higiene pessoal e etnia — relata as origens deste povo.

Na pesquisa, não apenas os ossos serviram de objeto de estudo para conclusões sobre a vaidade dos combatentes, mas também os itens encontrados com eles; alguns objetos reproduzem de famosos artefatos de beleza, utilizados até hoje no mundo inteiro, mas antes criados artesanalmente.

Uma palheta de limpeza de ouvidos, semelhante a um cotonete dos vikings / Crédito: National Museum of Denmark

 

Cuidados pessoais

Alguns fatores referentes aos corpos encontrados relatam algumas semelhanças na população. Os ossos, comprometidos pelas atividades de alto desempenho físico, normalmente acompanhavam de dores em articulações e traumas, mas nada tão visual do que os recorrentes problemas dentários encontrados nos esqueletos.

Apesar da revelação, os vikings tentaram manter a higiene bucal em dia, com diversos palitos de dentes sendo encontrados com descobertas arqueológicas. Os cuidados não se restringiam a boca, com diversos limpadores de unhas e ouvidos encontrados por pesquisadores, muito antes da invenção de artefatos industrializados com a mesma função.

O relato de que andavam sujos também é incorreto; de acordo com o Museu Nacional da Dinamarca, os vikings chegavam a tomar banhos semanais na intenção de limparem os corpos e roupas. Por estarem instalados em ambientes frios, os banhos tinham uma frequência menor que a de uma pessoa normal nos dias atuais, mas não anulava o desejo de manter-se limpo.

Um pente, uma pinça e um brinco; itens comuns em escavações vikings / Crédito: National Museum of Denmark

 

Brutos e arrumados

Um item muito comum em diversas descobertas arqueológicas ligadas a população viking é o pente de cabelo, sempre confeccionado com ossos ou madeira. A preocupação com o penteado era tão importante, que os pentes recebiam até uma caixinha para ser armazenado e transportado — o que facilitou a conservação e a recuperação em escavações.

A maquiagem também fez parte da cultura de maneira improvisada, usando itens de origem natural para realçar traços da face, conforme relatado por um árabe espanhol em visita a Hedeby, por volta do ano 1000, alegando que os homens e mulheres usavam para manter a jovialidade e atração. Além disso, na Inglaterra, há registros dos homens vikings sendo bem recebidos por mulheres locais, sendo relatados como ‘limpos e de cheiros agradáveis”.

Um outro item de uso comum entre os homens e mulheres vikings era as pinças e brincos; as pinças também tinham usos medicinais, como no tratamento de ferimentos por penetrações de itens pontudos na pele, mas também para a diminuição de pelos faciais. Os brincos, característicos dos guerreiros escandinavos, eram unanimidade, sendo usados por uma maioria.


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