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Símbolo da Renascença: 5 fatos enigmáticos sobre a vida de Leonardo Da Vinci

Um dos maiores artistas da História, Da Vinci se consagrou devido a sua genialidade e pioneirismo em diversas áreas do conhecimento humano

Victória Gearini Publicado em 16/10/2020, às 15h00

Artista Leonardo Da Vinci
Artista Leonardo Da Vinci - Wikimedia Commons

Considerado o maior símbolo da Renascença, Leonardo Da Vinci se consagrou como um dos maiores artistas que marcaram o fim da Idade Média na Europa. Com suas pinturas inovadoras e revolucionárias, foi capaz de transmitir toda sua genialidade ao mundo. No entanto, sua vida pessoal é um mistério.

Confira abaixo 5 fatos interessantes e reveladores sobre Leonardo da Vinci:

1. Infância humilde

Nascido no dia 15 de abril de 1452, Leonardo Da Vinci era filho de Caterina, uma camponesa que lhe teve aos 16 anos, e Ser Piero di Antonio, um tabelião 30 anos mais velho do que sua mãe. Ao todo, o artista teve 17 irmãos, sendo 12 por parte de pai e 5 do lado materno. 

Devido a instabilidade política e econômica da época, Leonardo foi obrigado a trabalhar desde cedo. Responsável por uma parte dos lucros familiares, o rapaz constantemente era chamado para pintar obras para grandes fazendeiros. Segundo seu primeiro biógrafo, o italiano Giorgio Vasari, certo dia Leonardo foi contratado para pintar o escudo de um fazendeiro local. Para isso, ele reuniu serpentes e lagartos que serviram de modelos e inspiração.


2. Fascinação insólita pelo corpo humano

De acordo com Vasari, o artista passava horas — ou até mesmo dias — focado em suas artes, sem perceber o ambiente externo ao seu redor. Vasari conta que uma vez seu pai entrou em seu ateliê e se deparou com o filho trabalhando no meio de animais em decomposição. Leonardo não se importava com o cheiro, nem ao menos percebia os dias passarem, pois ele tinha uma fascinação em observar as reações do corpo.

Mona Lisa, obra mais famosa de Leonardo Da Vinci / Crédito: Wikimedia Commons

 

O artista chegou a dissecar inúmeros corpos de animais e até mesmo humanos para analisar a posição dos ossos, e desta forma compreender o funcionamento dos músculos e tecidos. Em suma, Da Vinci era um cientista e artista, na mesma proporção, pois dedicou-se a resolver os mistérios do Universo e os enigmas do corpo humano.


3. Linguagem própria de códigos 

Pioneiro em diversas áreas do conhecimento, Da Vinci foi capaz de criar sua própria linguagem de códigos. Para isso, ele utilizou uma técnica de escrever ao contrário, ou seja, da direita para a esquerda, pois desta forma, sua caligrafia só poderia ser compreendida quando olhasse pelo espelho — técnica utilizada por ambulâncias, nos dias de hoje. 

Além disso, tinha o costume de aplicar um tipo de taquigrafia diferenciada, utilizando parte de palavras ou símbolos, e não letras para expressar pensamentos. Tal fato gerou inúmeras interpretações e fomentou teorias conspiratórias.


4. Mensagens subliminares

Durante o fim da Idade Média, a religião predominava entre a população, determinando assim, os moldes sociais e políticos da sociedade. Por meio da arte, a Igreja foi capaz de sustentar seus ideais, além de atrair fiéis. Sendo a principal cliente de Leonardo Da Vinci, a instituição religiosa foi contemplada com inúmeros quadros projetados pelo artista.

Pintura religiosa de Leonardo da Vinci / Crédito: Getty Images

 

No entanto, segundo a professora Sarah B. Benson, símbolos não-cristãos são presentes em suas obras. O pintor era adepto de mensagens cifradas e subliminares em suas artes, como forma de não perder suas convicções pessoais e sua essência.  

“Ele realmente espalhou uma série de símbolos não-cristãos em seus quadros — que vão dos que aparecem agora no cinema e foram citados por Dan Brown — até pintar a si mesmo como João Batista e o anjo Gabriel em algumas obras”, disse Sarah.


5. Amigos e inimigos 

Amados por uns e odiados por outros, Leonardo viajou por toda a Europa, onde cultivou a inimizade de pessoas poderosas, como Michelangelo, seu principal rival. No entanto, na França, fez amizade com vários reis, entre eles Luís XII e Francisco I, sendo que este último se tornou seu melhor amigo e até lhe deu uma casa, chamada o Castelo de Cloux — onde Da Vinci viveu seus últimos dias de vida.


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