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Da inventora do Wi-Fi à primeira astronauta negra: HQ apresenta 15 mulheres que mudaram o mundo

Ousadas 2: Mulheres Que Só Fazem O Que Querem, de Pénélope Bagieu conta a história de grandes nomes femininos

Victória Gearini Publicado em 18/02/2020, às 18h30 - Atualizado em 28/02/2022, às 11h35

Imagem ilustrativa
Imagem ilustrativa - Pixabay

A segunda obra da série Ousadas: Mulheres que só fazem o que querem, da escritora e ilustradora francesa Pénélope Bagieu, retrata a história real de 15 mulheres, de diferentes países, que lutam pela emancipação feminina. A escritora traça, ainda, um perfil individual de cada personagem.

Lançada pela Editora Nemo (Grupo Autêntica) em formato de quadrinhos, a obra contém 168 páginas ilustrativas. Com o intuito de revelar as inúmeras dificuldades enfrentadas cotidianamente pelas mulheres — entre elas as barreiras culturais, o machismo e a violência — a autora utilizou 15 mulheres como referência, que a partir de suas experiências, transformaram a sociedade.

Ousadas 2: Mulheres que só fazem o que querem, de Pénélope Bagieu / Crédito: Editora Nemo

Uma das personagens mais emblemáticas da obra é a atriz austríaca Hedy Lamarr, que fugiu de um relacionamento abusivo para seguir seu sonho de trabalhar em Hollywood. Lamarr foi responsável por criar um sistema de comunicação que serviu como base para diversos avanços tecnológicos, entre eles o desenvolvimento do Wi-Fi.

Ilustração da página 17, feita por Pénélope Bagieu / Crédito: Editora Nemo

A engenheira química Mae Jemison se consagrou ao tornar-se a primeira astronauta negra a ir ao espaço, em 1992. Antes de ser aceita pela NASA, Mae realizava atendimentos médicos em lugares pobres da África. Já Nellie Bly é a precursora do jornalismo investigativo, e bateu o recorde mundial ao completar uma volta ao mundo em 72 dias.

No campo musical, Bagieu apresenta a polêmica cantora e modelo Betty Davis, responsável por compor músicas ousadas e inovadoras. A obra conta, ainda, a história da rapper afegã Sonita Alizadeh, que após quase se casar aos nove anos, conseguiu reivindicar seus direitos e realizar seu sonho de se tornar uma cantora de rap famosa. Hoje em dia, Alizadeh é ativista pelos direitos da mulher e luta pelo fim do casamento infantil.

Ilustração feita por Pénélope Bagieu / Crédito: Editora Nemo

Em 2019, Pénélope Bagieu foi vencedora do Prêmio Eisner - um dos mais influentes de HQ’s. Sua série de livros Ousadas já vendeu mais de 200 mil exemplares na França, e foi traduzido para outros 17 idiomas. No Brasil, a obra será lançada em março deste ano.   


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