A beleza de Cleópatra, o fim de Hamoukar e os artefatos de Maxêncio

A beleza de Cleópatra, o fim de Hamoukar e os artefatos de Maxêncio

01/04/2007 00h00 Publicado em 01/04/2007, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

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Cleópatra, a feia

Esqueça de uma vez por todas aquela imagem imortalizada pelo cinema da linda Elizabeth Taylor encarnando Cleópatra. A verdadeira rainha egípcia não era uma beldade. Aliás, estava bem longe disso. A conclusão é de um estudo da britânica Newcastle University, feito com base em uma moeda de prata de 2 mil anos que traz a imagem de Cléo. Segundo os pesquisadores, ela era queixuda, nariguda e tinha os lábios finos. O general romano Marco Antônio, seu amante, tampouco era bonitão. De acordo com a imagem da moeda, de 32 a.C., ele tinha olho esbugalhado e nariz em forma de gancho.

O fim da primeira cidade

Rápido e violento. Assim foi o fim de Hamoukar, uma das primeiras cidades do mundo. De acordo com escavações conduzidas pela Universidade de Chicago e pelo Departamento Sírio de Antiguidades, a cidade era um complexo de manufatura e comércio de ferramentas de pedra obsidiana e cobre situada no noroeste da Síria, próximo à fronteira com o Iraque. Ela foi destruída em uma batalha feroz, por volta de 3500 a.C., quando seus defensores usaram tudo o que tinham à mão para a produção de projéteis usados na defesa da cidade, pega de surpresa por agressores.

Tesouro de 1700 anos

Arqueólogos italianos anunciaram a descoberta de um tesouro de mais de 1700 anos. Enterrados na colina Palatina, na Itália, os artefatos podem ter pertencido a Maxêncio, último dos imperadores romanos pré-cristãos (278-321), que perdeu a vida lutando contra os exércitos de Constantino, o Grande. Entre os objetos encontrados nos diversos baús de madeira envolvidos por tecidos constavam raras lanças completas, alguns dardos, estandartes imperiais e um cetro ricamente adornado com uma flor entalhada e um globo.