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A agitada vida intíma de Freddie Mercury

Dos seus diversos relacionamentos com homens e mulheres a seu diagnóstico de AIDS em meados dos anos 1980

Daniela Bazi Publicado em 03/04/2020, às 08h00

Freddie Mercury é um dos maiores astros da história da música
Freddie Mercury é um dos maiores astros da história da música - Getty Images

Freddie Mercury é uma das figuras mais reconhecidas e polêmicas da história da música. Nascido como Farrokh Bulsara em 5 de setembro de 1946, o fundador e vocalista da banda Queen teve sua vida privada marcada principalmente por noites de festas regadas a álcool e drogas, além de seus diversos relacionamentos com homens e mulheres - que resultaram no seu diagnóstico de AIDS em 1980.

O cantor não assumiu sua bissexualidade, e era frequentemente questionado sobre o assunto pela imprensa, apesar de ser bem reservado em relação a sua vida particular. Sua irmã Kashmira chegou a revelar uma vez a uma rede televisiva britânica de que Mercury nunca chegou a assumir sua sexualidade a família, mas todos tinham conhecimento e não se incomodavam.

Um dos relacionamentos mais marcantes na vida de Freddie Mercury foi com a vendedora de roupas Mary Austin. Eles se conheceram no início da década de 1970, quando a mulher tinha apenas 19 anos. Ela trabalhava em uma loja chamada Biba, no bairro em que o astro morou até sua morte.

Freddie Mercury e Mary Austin durante o aniversário de 38 anos do cantor, em 1984 / Crédito: Getty Images

 

Mary não tinha dinheiro e estudo, mas possuía uma grande beleza que chamou a atenção dos membros do Queen. Freddie passou a frequentar Biba apenas para poder vê-la e, de acordo com a garota, o cantor fez isso por aproximadamente cinco meses até finalmente convidá-la para sair.

Mais cinco meses depois do primeiro encontro, o casal passou a morar juntos, porém, ainda não estavam namorando. Austin já revelou em algumas entrevistas que demorou por volta de três anos para realmente se apaixonar por Mercury.

O relacionamento do casal terminou após o artista assumir que também gostava de homens, mas mesmo assim mantiveram uma grande amizade pelo resto da vida. Mercury, inclusive, dedicou a música Love of My Life a ela e se tornou padrinho de seu primeiro filho.

Muitos admiradores acreditam que Mary Austin foi o grande amor da vida de Freddie / Crédito: Getty Images

 

Além disso, após a sua morte, o astro deixou a Mary em seu testamento dois itens de grande valor. O primeiro foi a detenção dos direitos autorais de todas suas músicas, que a continua rendendo milhões de libras. Freddie também a deixou sua mansão, que Mary continua a viver até os dias de hoje.

Apesar de ter tido outros relacionamentos, o astro nunca teve medo de falar que Mary era a pessoa mais importante de sua vida. “Muitos dos meus amantes me perguntam por que eles não podem substituir Mary, mas é simplesmente impossível. Mary é minha única amiga, e eu não quero mais ninguém. Para mim, é como um casamento. Nós acreditamos um no outro, e é o suficiente para mim”, revelou Mercury.

Já no final da década de 1970, Freddie teve um relacionamento de um ano com um dos executivos da Elektra Records e, pouco tempo após o término, começou a se envolver com a atriz austríaca Barbara Valentin.

Freddie Mercury com Barbara Valentin, a esquerda, durante a gravação do vídeo It's a Hard Life / Crédito: Getty Images

 

Em 1985, Mercury entrou em um relacionamento sério com Jim Hutton, um cabeleireiro que ficou com o cantor até o final de sua vida. Mesmo após seu diagnóstico de AIDS, Jim não quis se afastar. Hutton estava ao lado do astro em sua cama no momento de seu falecimento.

Freddie Mercury e a AIDS

De acordo com Jim Jutton, o cantor foi diagnosticado com AIDS em 1987, e desde então decidiu negar toda vez que fosse perguntado sobre o assunto. Entretanto, Mercury já vinha sendo questionado sobre ser soropositivo desde 1986, mesmo sem a confirmação da doença.

Em pouco tempo, durante as aparições em público, o fundador do Queen aparecia cada vez mais magro e pálido, aumentando as suspeitas da imprensa sobre sua atual condição de saúde.

Freddie em sua última aparição pública, no Brit Awards de 1990 / Crédito: Getty Images

 

Estando ciente de que não viveria mais por muito tempo, Mercury gravou alguns vocais para o Queen em junho de 1991, com a intenção de que a banda finalizasse depois. Freddie teve que abandonar uma dessas gravações por não conseguir se manter em pé.

Já em seus últimos dias, Freddie teria perdido sua visão e permanecia sempre na cama. Por isso, em 10 de novembro de 1991, ele decidiu parar de tomar seus medicamentos e apenas esperar por sua morte. Um comunicado sobre sua doença foi lançado à imprensa no dia 23 de novembro.

Apenas um dia depois, durante a madrugada, Freddie Mercury faleceu após uma broncopneumonia causada pela AIDS. O funeral aconteceu três dias depois, onde o astro foi cremado no Cemitério de Kensal Green. Apenas Mary Austin, que recebeu as cinzas, Jim Hutton, a família de Freddie e os membros do Queen sabem onde os restos do astro foram depositadas.


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