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Cicatrizes do Holocausto em quadrinhos: 5 motivos para ler 'Maus'

Através de relatos chocantes e quadrinhos em preto e branco, Art Spiegelman garante uma verdadeira experiência para os leitores

Thiago Lincolins Publicado em 07/03/2021, às 09h00 - Atualizado em 08/03/2021, às 15h34

O livro Maus, de Art Spiegelman
O livro Maus, de Art Spiegelman - Crédito: Imagem de Aventuras na História/Grupo Perfil

Com a primeira parte lançada em 1986 e a segunda no ano de 1991, a obra Maus é uma verdadeira experiência para o leitor. De tão impactante foi agraciada com o icônico Prêmio Pulitzer.

O livro conta a história de Vladek Spiegelman, um judeu polonês que vivenciou os horrores da Segunda Guerra. Contudo, o que realmente impressiona na obra é que toda a história foi contada por seu filho, o cartunista Art Spiegelman.

Dividida em duas partes, toda a saga de Vladek durante o período que deixou cicatrizes no mundo em que vivemos é contada através de minúsculas imagens, que resultam num momento instigante para quem adquire o livro.

No Brasil, o livro foi relançado em 2005, pela Quadrinhos na Cia, com a tradução de Antonio de Macedo Soares. Nesta edição, a editora reuniu as duas partes do livro em um único volume.

Pensando nisso, o site Aventuras na História decidiu separar 5 motivos para você ler a esplêndida obra de Art Spiegelman.


1. Judeus como ratos e nazistas como gatos

Além de ser uma HQ, mais um dos fatores que diferencia a obra Maus do que já existe no mercado é a maneira como os personagens são retratados.

"Quando eu escrevi o livro, achei que estava criando uma anomalia. Mas agora virou um gênero da literatura", explicou Spiegelman durante sua presença na CCXP Worlds em 2020, conforme repercutido pelo site da Galileu. 

Sem maiores spoilers, podemos mencionar que o autor foi brilhante ao retratar judeus como ratos, nazistas como gatos e poloneses como porcos nos pequenos quadrinhos que apresentam os relatos coletados pelo autor.


2. De filho para pai

Uma das características que garante uma aproximação do leitor com a obra é o fato de que a HQ foi escrita pelo filho do sobrevivente. Mas não é só isso.

Enquanto o passado é descrito nos pequenos quadrinhos através de imagens, o autor também apresenta todo o processo de escrita em diálogos e até mesmo cômicos.

Crédito: Imagem de Aventuras na História/Grupo Perfil

 

Em um dos momentos instigantes da obra, o autor, por exemplo, descreve como foi acordado em determinado momento da madrugada pela esposa do pai que estava desesperada por ele ter subido no telhado para consertar a calha.

“Alô, Artie? Olha, não sei o que fazer com o seu pai. Ele acabou de subir no telhado! Ele insistiu em consertar a calha e ficou tonto! Não sei como tirei ele de lá. Agora quer subir de novo. O que eu faço?!”.

Em seguida, o autor leva o público para sua intimidade ao relembrar que sempre odiou essas decisões repentinas do pai, com que sempre teve uma relação difícil. “Arrã. Quer minha ajuda para consertar o telhado. Merda! Mesmo quando era pequeno detestava fazer essas coisas.”

3. A dura realidade

Outro aspecto que reflete o espírito do período é o fato dos quadrinhos serem apresentados para o leitor em preto e branco. Essa característica, aliada aos fortes relatos, levam o leitor de volta para a saga de Vladek e evidenciam a morbidade do Holocausto.


4. Prisoneiro do Planeta Inferno

Como já apresentado na sinopse do livro, a obra Maus retrata a história de um sobrevivente de guerra e seus familiares, contudo, não são apenas os relatos de agonia durante o período que impressionam o leitor.

Crédito: Imagem de Aventuras na História/Grupo Perfil

 

Alerta spoiler!

Uma dessas passagens, inclusive, mostra como o filho do sobrevivente encarou o suicídio da própria mãe, que fora registrado numa tirinha chamada Prisioneiro do Planeta Inferno.

“Não dava para evitar mais a verdade. As palavras dele ressoavam dentro de mim... Fiquei confuso, bravo anestesiado!... O que eu sentia não era vontade de chorar, mas achei que devia!...” – trecho extraído da obra.


5. Recepção

Diante da experiência proporcionada ao público, a obra foi amplamente elogiada por veículos de mídia relevantes, como o Washigton Post, The Guardian e New York Times. "Uma história épica contada em minúsculos desenhos." - New York Times.

"Um triunfo modesto, emocionante e simples - impossível descrevê-lo com precisão. Impossível realizá-lo em qualquer outro meio que não os quadrinhos." - Washington Post.

"Maus é uma obra-prima. Como todas as grandes histórias, diz mais sobre nós mesmos do que poderíamos imaginar." - The Guardian.


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