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De canibalismo ao pior ataque de tubarões da História: 5 episódios fatais da Segunda Guerra

O conflito, que colocou os Aliados contra o Eixo entre 1939 a 1945, foi marcado por episódios sangrentos

Vanessa Centamori Publicado em 06/07/2020, às 11h45

Infantaria alemã na Batalha de Stalingrado
Infantaria alemã na Batalha de Stalingrado - Wikimedia Commons

1. Carnificina em Stalingrado 

A batalha mais fatal da Segunda Guerra foi a de Stalingrado, que aniquilou cerca de dois milhões de pessoas. Estavam envolvidos os soldados alemães e soviéticos, que lutaram de julho de 1942 a fevereiro de 1943.

O conflito começou quando as forças nazistas se aproximaram de Stalingrado, local cuja conquista era uma grande obsessão de Hitler. A população evacuou a cidade desesperadamente.  O exército vermelho foi quem venceu a batalha, tratando de proteger a área, sob as ordens do major-general Vasily Chuikov. 

Para garantir a vitória, Stalin ordenou uma atitude bastante rígida, que ia contra o que era considerado "derrotismo". Isto é, os soldados não podiam desertar ou recuar — se assim fizessem, eram executados. Estima-se que, por conta disso, 13,5 mil deles foram mortos como traidores. 

 Usina elétrica Vemork, no Ártico /Crédito: Wikimedia Commons 

 

2. Um grande ataque 

Durante apenas uma operação, chamada de Gunnerside, em 1943, um total de 3 mil nazistas morreram na gigantesca explosão da usina elétrica Vemork, no Ártico, orquestrada por noruegueses.

O local foi aniquilado, pois havia suspeitas de que os soldados de Hilter queriam fabricar por lá armas nucleares. Um total de 30 soldados britânicos tentou destruir a fábrica, mas foram mortos pela Gestapo. Então, os nazistas aumentaram as defesas colocando minas e soldados de tocaia.

Foi aí que 11 noruegueses invadiram a base de surpresa e colocaram explosivos de modo estratégico. O resultado foi bem mortal. A explosão até afundou uma embarcação, que os alemães usavam para transportar um ingrediente importante na fabricação de plutônio. 

Três dos militares presentes na operação em Chichijima/Crédito: Divulgação/Naval History and Heritage Command / NAVY

 

3. Canibalismo japonês 

Soldados japoneses lutavam contra americanos na ilha de Chichi Jima, no Oceano Pacífico, em 2 de setembro de 1944. Durante esse confronto, os militares do Japão derrubaram nove aviões aliados, onde estavam os soldados dos EUA.

Os nove pilotos americanos caíram em território japonês. O general Yoshio Tachibana, que liderava os japoneses, deu ordens perturbadoras aos seus subordinados. Mesmo os combatentes não estando com fome, o chefe exigiu que eles fizessem um banquete — com as partes dos cadáveres de seus inimigos.

O resultado: degustaram as coxas e o e fígado dos americanos, com um toque de molho de soja e legumes. O prato acabou custando caro mais tarde, já que o caso foi considerado um crime de guerra. Quatro oficiais foram condenados à forca, incluindo o general mandante, e os outros envolvidos foram presos. 

Prisioneiros do campo de concentração de Buchenwald/Crédito:Wikimedia Commons 

 

3. Holocausto 

O genocídio que ocorreu na Segunda Guerra Mundial matou mais de seis milhões de pessoas, principalmente judeus, mas também ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová, deficientes físicos e intelectuais. 

Estima-se que em 1945 a Alemanha nazista tenha assassinado entre dois a cada três judeus europeus. Por serem considerados "inferiores", por meio de absurdas teorias discriminatórias, eles eram levados até campos de concentração ou de extermínio.

Muitos prisioneiros foram submetidos à torturas e a experimentos médicos como cobaias, além de terem sido aniquilados em câmaras de gás, sendo as mais conhecidas as do campo de Auschwitz. 

Sobreviventes do ataque de tubarões sendo socorridos / Crédito: Wikimedia Commons

 

5. Ataque de Tubarões

Em 1945, no fim da Segunda Guerra, o navio USS Indianapolis carregava duas cargas de urânio secretas para o Projeto Manhattan. Como a embarcação não tinha um sonar, foi pega desprevenida por um ataque terrível vindo de torpedos asiáticos.

Um total de 900 homens caíram na água fria, enquanto outros 300 afundaram com o navio, nos 12 minutos de naufrágio. O mar ficou completamente manchado de óleo, poluindo as bocas dos tripulantes desesperados. 

Os sobreviventes tentavam buscar alimentos e modos de sobreviver, mas passavam mal com temperaturas extremas e a ingestão de água salgada e contaminada. Enquanto isso, muitos deles foram devorados por tubarões. Mais de 150 pessoas morreram por conta dos predadores marinhos famintos, no acontecimento que foi considerado o pior ataque de tubarões da história. 


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