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A curiosa origem da expressão “todos os caminhos levam a Roma”

Quando queremos dizer que todas as alternativas têm a mesma solução, costumamos usar o antigo ditado

Adriana Kuchler Publicado em 17/07/2020, às 10h00

Pintura mostra O Panteão e outros monumentos de Roma
Pintura mostra O Panteão e outros monumentos de Roma - Wikimedia Commons/Giovanni Paolo Panini

Hoje em dia, os caminhos terrestres, aéreos ou marítimos levam viajantes a qualquer lugar. A tradição vem, é claro, dos tempos da antiga Roma, quando a cidade dos césares era o umbigo do mundo. “No século 1, quando o Império ia da Bretanha (na atual Inglaterra) à Pérsia (no atual Irã), Roma chegou a ter 80 mil quilômetros de estradas”, afirma a historiadora Maria Luiza Corassin, autora dos livros Sociedade e Política na Roma Antiga e A Reforma Agrária na Roma Antiga.

Mas as vias romanas não eram como as atuais, nem seus propósitos eram os mesmos. “Elas não se destinavam ao transporte de pessoas e cargas. Chamadas de cursus publicus, eram muito mais um meio de comunicação, por onde mensageiros levavam ordens de um canto a outro do império”, diz. Segundo Maria Luiza, esse correio era tão eficiente que podia percorrer 270 quilômetros em um dia, marca que não foi superada na Europa até o século 19.

As estradas romanas eram verdadeiros prodígios para a engenharia da época – com pedras e cimento acomodados sobre leitos aplainados e aterrados. As vias eram traçadas sempre em linha reta e passavam por cima de lagos, pântanos e montanhas. As pedras para o calçamento tinha superfícies curvas para facilitar a drenagem, outra novidade para aqueles tempos. Ao largo delas havia postos de parada e descanso para guarnições militares.

Testemunhas do poder, da tecnologia e do espírito conquistador dos romanos, essas estradas não resistiram, porém, às invasões bárbaras a partir do século 3. Anos depois da queda definitiva do Império Romano do Ocidente, em 476, as pedras cortadas e polidas com precisão foram utilizadas para erguer os castelos medievais. Mas vestígios de algumas dessas estradas ainda podem ser vistos na Bretanha, por exemplo, ou em Roma, onde a principal delas, a Via Ápia, ainda recebe todos os anos milhões de turistas e visitantes.


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