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Sócio de Elon Musk quer criar um Jurassic Park? Entenda essa história

Após fala de Max Hodak, sócio de Musk, o debate sobre a possibilidade de recriar os dinossauros veio à tona novamente; saiba o que a ciência explica sobre a questão

Alana Sousa Publicado em 11/04/2021, às 09h00 - Atualizado às 17h46

Cena do filme Jurassic World (2015)
Cena do filme Jurassic World (2015) - Universal Pictures

Uma ideia perigosa: após encontrar uma amostra de DNA em um pedaço de âmbar da Pré-História, uma equipe de cientistas decide recriar os animais mais ferozes que já existiram no planeta Terra. Após trazer de volta à vida os temidos dinossauros, as coisas saem do controle quando esses predadores apresentam seus instintos mais selvagens.

Jurassic Park fez um sucesso estrondoso desde que foi lançado em 1993, uma das produções mais aclamadas do diretor Steven Spielberg. Desde então, muitos se perguntam se seria realmente possível recriar os dinossauros, extintos há milhões de anos.

Na última semana, o sócio de Elon Musk, Max Hodak, que é cofundador da empresa de neurotecnologia Neuralink, fez uma postagem no Twitter, no mínimo, controversa. O empresário afirmou: “Provavelmente poderíamos construir o Jurassic Park. Não seriam dinossauros geneticamente autênticos, mas…”. Foi suficiente para internautas acreditarem que Elon Musk gostaria de reviver dinossauros.

Embora tenha enfatizado que não seriam os mesmos animais que habitavam o mundo pré-histórico, Hodak fez uma sugestão ambiciosa: “Talvez 15 anos de criação + engenharia para obter novas espécies super exóticas”.

Indo ainda mais além, o empresário trouxe como pauta a evolução da biodiversidade, dizendo que “a biodiversidade é definitivamente valiosa; a conservação é importante e faz sentido. Mas por que paramos aí? Por que não tentamos mais intencionalmente gerar uma diversidade nova?”.

O debate da recriação dos gigantes animais voltou com toda força. Enquanto algumas pessoas sonham com um mundo no qual humanos e dinossauros coexistam, a ciência explica que a situação pode ser bem diferente do que imaginamos.

Dinossauros e a ciência

Apesar de na obra de Spielberg a recriação seja mostrada de maneira simples, na vida real ela não poderia existir. No filme, os especialistas encontram o DNA, o sequenciam, cobrem os pontos cegos e conseguem trazer com certa facilidade o temido tiranossauro-rex à vida; mas a estratégia permanece restrita para a ficção.

Ambar mostrado no filme Jurassic Park (1993) / Crédito: Universal Studios

 

Para que um dinossauro fosse clonado, seria preciso que os estudiosos tivessem o genoma completo da espécie, algo que jamais foi encontrado em nenhum fóssil. Em 2018, entretanto, conforme noticiado pela revista Nature e repercutido pela Superinteressante, cientistas identificaram a estrutura genômica geral desses animais.

Ainda assim, a descoberta NÃO é suficiente para a clonagem. Primeiro, seria preciso ter o DNA intacto, para então, organizá-lo como um complexo quebra-cabeça. Nem mesmo os fósseis dos menores insetos continham o DNA necessário — a forma de conservação teria que ser impecável.

O mais próximo que os estudiosos já chegaram da clonagem de um bicho da Pré-História foi o isolamento do DNA de um mamute extinto. Como esta espécie desapareceu há “pouco” tempo se comparado com os dinossauros (de 100 mil a 15 mil anos atrás), a chance de encontrar mais conteúdo nos fósseis é bem maior.

O cenário utópico para os especialistas seria encontrar um ovo de dinossauro que guardasse a química imprescindível para recriar o Jurassic Park da vida real. Convenhamos que o achado é tão difícil quanto encontrar o próprio T-rex intacto em algum lugar do planeta.


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