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Assassino e narcisista: 5 fatos sobre os brutais crimes de Ted bundy

Desde admiração por Rockefeller até a sua cruel última vítima: as particularidades que marcaram a história do serial killer

Caio Tortamano Publicado em 02/06/2020, às 18h00

O assassino Ted Bundy
O assassino Ted Bundy - Divulgação

1. Um psicopata na campanha de Nelson Rockefeller

Sempre comunicativo e sedutor, Ted Bundy tinha muito interesse pela carreira política. Esse traço da vida pública era certamente mais atraente para ele do que os estudos, tendo largado a Universidade de Washington, Bundy se voluntariou para trabalhar na campanha presidencial de Nelson Rockefeller, da bilionária família.

Para os republicanos, trabalhou como motorista e guarda costas, mais especificamente para Arthur Fletcher, que estava tentando se candidatar a Tenente Governador no estado de Washington, ao norte do país. Na convenção nacional de republicanos, inclusive, Ted compareceu ao evento como membro da delegação de Rockefeller, mostrando que tinha presença e certa influência no meio político.


2. Elizabeth Kendall

Oficialmente, o serial killer confessou ter assassinado 36 mulheres ao longo de sua vida, ser mulher e cruzar o caminho de Bundy já a tornaria um alvo. Isso fica ainda pior quando você tem uma relação estável com o homem, que foi o caso de Elizabeth Kendall. O relacionamento com Ted era de certa forma normal, tanto que o homem muitas vezes cuidava da filha de Liz, cujo nome não se tem certeza, que também gostava muito dele.

Ted Bundy e Liz Kendall / Crédito: Divulgação

 

Por vezes, entretanto, o comportamento abusivo de Bundy chegava a transparecer, como em um episódio que deixou sua namorada trancada para fora de casa, ou quando chegou a lhe dar um tapa no rosto durante uma discussão. 

Quando as primeiras denúncias começaram a aparecer, e Ted foi, inevitavelmente, relacionado a elas, o serial killer usou sua persuasão para fazer com que Liz acreditasse que ele realmente não tinha feito nada daquilo. A vida da mulher, entretanto, depois da prisão do namorado piorou drasticamente, se sentindo culpada por todas aquelas vidas que o assassino sedutor teria tirado.


3. Sedução e ego

A maior arma de Ted Bundy com certeza era o tato social que permitia que ele convencesse as pessoas de sua inocência, não somente quando passou a ser acusado, bem como para atrair as mulheres a quem fez de vítima. Tudo isso era combinado com um perfil narcisista, que o faziam acreditar ser superior a todas as outras pessoas, especialmente mulheres.

O seu ego fazia com que acreditasse estar inspirando outras diversas pessoas a cometerem os crimes horríveis que ele chegou a confessar. Nas suas duas fugas da prisão, ele subestimou as forças policiais acreditando que não seria pego novamente, uma vez que acreditava ser mais inteligente que as investigações.


4. Crimes bárbaros

Suas vítimas eram todas mulheres, brancas, de cabelos castanhos, relembrando muito o perfil de sua primeira namorada, Stephanie Brooks. Brooks terminou com Bundy por ele ser imaturo, e faltar ambição em sua vida, a partir deste momento, o homem começou uma série de raptos e matança. 

O mais terrível de seus feitos talvez tenha sido os assassinatos que promoveu em uma sororidade americana, onde entrou, violentou e assassinou cruelmente quatro estudantes. Além desse, outro crime que ficou marcado foi o seu último, antes da derradeira prisão.

Indo contra as outras vítimas que deixou pelo caminho, Kimberly Leach tinha apenas 12 anos, muito mais nova que as outras que morreram nas mãos de Bundy. Leach teria sumido em frente a sua escola, e seu corpo foi encontrado dois meses depois, em um parque estadual na Flórida.

Lápide de Kimberly / Crédito: Divulgação

 

De imediato, Bundy não foi apontado como o autor do crime, mas as investigações levaram os policiais a conectar o homem ao ato. Um bombeiro afirmou ter visto um homem parecido com Bundy puxando a menina pelo braço no campus da escola, mas por deduzir que se tratava de pai e filha não fez nada.


5. Execução

Logo após ser condenado pela morte da garota de 12 anos, Bundy foi sentenciado à morte por cadeira elétrica. Seus crimes foram cometidos em diferentes estados e cidades ao longo dos anos, o que dificultou muito as investigações. Na maioria das acusações, Ted foi quem se auto representou, acreditando poder cativar a audiência que comparecia a seus julgamentos (em maioria mulheres).

Por mais que fosse, sim, inteligente, seus estudos em direito não foram capazes de livrar o homem de ser eletrocutado até a morte. O homem morreu às 7h16 da manhã no dia 24 de janeiro de 1989, foi grande a comoção das pessoas que ficaram na entrada da Prisão Estadual da Flórida para comemorar a morte do psicopata, ao mesmo tempo que alguns admiradores choravam sua ida.