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O imperador de muitas amantes: A vida sexual de Napoleão

Dotado de muito poder e pouco tempo livre, Napoleão chegou a ter filhos bastardos em relacionamentos polêmicos

Caio Tortamano Publicado em 15/03/2020, às 10h00

Retrato do Imperador Napoleão Bonaparte, 1804
Retrato do Imperador Napoleão Bonaparte, 1804 - Getty Images

A antiga rotina de Napoleão Bonaparte não permitia que o homem perdesse muito tempo. Suas refeições duravam, no máximo, quinze minutos — e ele fazia questão que seus generais também se alimentassem nesse tempo.

Isso porque ele executava o maior número de tarefas possíveis em um mesmo dia, trabalhando 18 horas diárias em suas funções, já que queria centralizar o poder do império francês em suas mãos. Com o tempo, os caprichos passaram a se estender também para a sua vida sexual. Sem muito tempo a perder com amenidades, Napoleão era adepto de um estilo “ágil”, e só fazia sexo com pressa, sem muita intimidade.

De acordo com a obra A Era de Napoleão, de Alistair Horne, para o imperador, o sexo era uma mera troca de suor, e se tratava mais de algo que deveria terminar no momento — sem a necessidade de desenvolver um relacionamento no futuro. No entanto, muito antes de ser o famoso imperador e general francês, o personagem passou sua juventude estudando. Aos dezesseis anos, tornou-se tenente do exército.

A posição na ordem militar fez com que as prostitutas que circulavam pelo Palais Royal em Paris se interessassem pelo jovem rapaz. Certa vez, ele não teria resistido aos encantos de uma das meretrizes, com quem se envolveu sexualmente. Todavia, ele teve uma longa conversa sobre a vida da moça.

Sem uma beleza exuberante, Bonaparte casou-se somente em 1796, aos 27 anos, com Josefina de Beauharnais. O marido era muito apaixonado pela esposa, e a escrevia inúmeras cartas onde declarava seu amor mais sincero. Não durou muito. Em um relacionamento marcado por traições de ambas as partes, Napoleão começou a se relacionar com Pauline Fourès, que o acompanhou até uma expedição militar no Egito disfarçada de homem.

Imperatriz Josefina de Beauharnais / Crédito: Wikimedia Commons

 

 

Já em terras egípcias, outra amante foi seduzida diante do poder e encanto do general. Dessa vez, Zenab, filha de um xeique do Egito foi a escolhida como novo affair. Duraria somente até a sua estadia ao norte da África.

Quando voltou para a França, descobriu que sua esposa não estava a sua espera, e decidiu que deveria pedir um divórcio e dar fim ao triste casamento. Porém, a separação despertou a mulher do imperador, que suplicou perdão e que reconsiderasse a oferta, ao que ele aceitou por se relembrar do amor que um dia sentira por ela.

Josefina conquistou o posto de imperatri ao lado de Napoleão, no entanto, isso não fez com que muita coisa mudasse no casamento. Então imperador, Napoleão pediu para que seus assessores chamassem belas garotas como suas amantes. Foi quando conheceu a atriz Marguerite George que, seduzida pela ideia de ter atraído o mais poderoso homem da França, adorou a situação.

Foi com ela, inclusive, que Napoleão teria quebrado seu “código de conduta” e passado uma noite inteira de prazer com a artista. Depois de ter ido ver três vezes uma de suas peças, ela foi convidada para acompanhar Bonaparte até os aposentos imperiais e fizeram amor de uma forma muito menos apressada e muito mais intensa. 

O vigor sexual de Napoleão fez com que ele se envolvesse com a condessa Maria Waleska. A relação originou o primeiro filho do francês, Alexander Walewski, que não teve a paternidade reconhecida. O nascimento da criança, entretanto, fez com que Napoleão abrisse os olhos ao fato que não tinha herdeiros e sua mulher, Josefina, não poderia mais engravidar. Após refletir pediu o divórcio, sem considerar o que a amada estaria sentindo.

Encontrou rapidamente a duquesa Maira Luísa da Áustria, muito também para que outras nações europeias reconhecessem o governo napoleônico. Ao lado da mulher, Napoleão teve seu primeiro filho e herdeiro, François Charles Joseph Bonaparte — conhecido como Napoleão II.

Maria Luisa da Áustria foi a mãe do filho legítimo de Napoleão / Crédito: Wikimedia Commons

 

Ao fim de seu governo, Bonaparte teria mais duas amantes, antes mesmo de morrer. Separado politicamente de sua mulher, se envolveu com uma ajudante e a esposa de um dos seus serviçais, com quem teve mais uma filha bastarda.


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