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Edda Ciano, a filha de Mussolini que se apaixonou por um comunista

A mulher viveu um romance e escreveu sobre seu amado em mais de 30 cartas de amor, após ser exilada após a queda do fascismo na Itália

Pamela Malva Publicado em 22/02/2020, às 10h00 - Atualizado em 05/04/2021, às 17h00

Fotografia de Edda Ciano, filha de Benito Mussolini
Fotografia de Edda Ciano, filha de Benito Mussolini - Wikimedia Commons

De um lado, alguns dizem que ele era o líder de um Estado racista e opressor, já de outro, afirmam que ele inovou a economia da Itália. Sem dúvidas, Benito Mussolini é uma das figuras mais controversas da história da Europa. 

A única certeza sobre o ditador fascista é de que ele se reviraria no túmulo caso soubesse sobre o último relacionamento de sua filha mais velha. Edda se apaixonou por um líder comunista chamado Leonida Bongiorno.

O caso de paixão entre os dois foi descoberto através de 36 cartas de amor, encontradas em Lipari, uma ilha italiana. Datados de setembro de 1945 a abril de 1947, os textos narram a relação entre Edda e Leonida desde o primeiro dia.

Fotografia de Edda Ciano em 1935 / Crédito: Gety Images

 

O casal se conheceu em uma manifestação no largo da Sicília, para onde Edda foi enviada quando o fascismo caiu. Segundo as cartas, o primeiro encontro amoroso aconteceu no terraço da casa de Leonida. Edda conta que, na ocasião, resistiu ao envolvimento entre os dois, mas acabou se apaixonando por ele.

Em 1946, entretanto, a filha de Mussolini foi libertada e quis voltar para seus filhos, que estavam em Roma. Ao seu amante, ela suplicou: “Venha viver comigo. Não desista da felicidade que Deus lhe está oferecendo”.

Edda Ciano com Ademar de Barros, em visita a São Paulo, em 1939 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Edda não esperava que, ao mesmo tempo em que ela entregava seu coração ao comunista, Leonida conhecera outra mulher, Angela. Os pombinhos tiveram apenas mais um encontro, em Messina e, depois disso, o homem se casou, abandonando Edda.

Após o fim do relacionamento, Edda Ciano, que tinha o sobrenome de seu primeiro marido, negou qualquer envolvimento pessoal com o fascismo. Ela morreu em 1995, aos 84 anos, em Roma. Todas as cartas foram encontradas na casa do filho de Leonida, Edoardo. Elas estavam guardadas junto de diversas anotações, fotos e mechas de cabelo.


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