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Além de Hitler e Stalin: Os 14 homens mais carrascos da Segunda Guerra

Os horrores do conflito não surgiram do nada, foram feitos por pessoas. Listamos, aqui, alguns dos responsáveis por eles

Vinícius Buono Publicado em 02/09/2019, às 17h00

Heinrich Himmler
Heinrich Himmler - Reprodução

Oito décadas depois do seu início, a Segunda Guerra Mundial ainda é o conflito mais sangrento da história. Ao longo de seus seis anos de duração, a humanidade mostrou seu pior lado, e alguns foram, de maneira infame, mais longe do que outros na crueldade.

Aqui, deixando de lado suspeitos óbvios como Hitler, Goebbels, Stalin, Mussolini, Hirohito e Truman, citamos algumas dessas pessoas que deixaram sua marca na história, mas não da maneira que provavelmente gostariam.

Odilo Globocnick

Odilo Globocnick. / Crédito: Reprodução

 

Líder da SS na Polônia ocupada, é atribuída a Globocnick a ideia da criação das famosas câmaras de gás. 

Quando foi enviado para a Itália, também sob domínio nazista em 1942, transformou um antigo moinho de arroz num pequeno centro de detenção, equipado com crematório. Ali, continuou os trabalhos, matando o máximo que conseguia. Foi capturado pelos Aliados em 1945 e se suicidou no mesmo dia com uma cápsula de cianeto.

General Mario Roatta

Mario Roatta. / Crédito: Reprodução

 

Quando se fala em crimes de guerra, nomes da Alemanha são os primeira a vir à cabeça, mas as atrocidades cometidas pelo italiano Roatta, principalmente nos campos de concentração dos Bálcãs. Seu esforço de limpeza étnica devastou a região, com relatos de que seus soldados matavam famílias inteiras em apenas uma noite.

Como muitos italianos, não foi nem julgado após o término do conflito. Morreu como um homem livre em Roma, em 1968.

Joseph Mengele

Joseph Mengele. / Crédito: Reprodução

 

Conhecido como O Anjo da Morte, Mengele era médico em Auschwitz, aproveitando-se de seu cargo para fazer experimentos em seres humanos. Seu total descaso com os pacientes se mostrava nas suas técnicas brutais. Tinha algumas fixações como a heterocromia, quando as cores dos olhos são diferentes e, por isso, removia os globos oculares de muitos daqueles que usava como cobaias.

Tentava provar, também, que o sangue de judeus, ciganos, homossexuais e todos os outros perseguidos pelos nazistas era sujo ou inferior ao da raça ariana. Mengele conseguiu fugir ao término da guerra e morreu no Brasil em 1979.

Generais Iwane Matsui e Hisao Tani

Iwane Matsui. / Crédito: Reprodução

 

Em 1937, o Japão invadiu o território chinês e atacou a cidade de Nanquim. A crueldade utilizada pelas tropas, comandadas pelos dois generais e mais alguns outros, ficou famosa pelo episódio chamado Estupro de Nanquim: aproximadamente 300.000 chineses entre civis e soldados foram mortos, e 20 mil mulheres foram brutalmente estupradas pelas forças japonesas. Após o término do conflito, os dois foram julgados e condenados à morte por seu envolvimento no triste episódio.

Marechal do Ar Arthur Harris e General Curtis LeMay

Curtis LeMay. / Crédito: Wikimedia Commons

 

O Marechal do Ar britânico, Sir Arthur Harris, acreditava que a Alemanha devia ser bombardeada por pura vingança, já que eles bombardearam diversas grandes cidades como a própria Londres. Organizou diversos ataques, o mais controverso à cidade alemã de Dresden quando a guerra já estava praticamente ganha.

O General americano Curtis LeMay fazia o mesmo no front do pacífico. Os bombardeiros sobre Tóquio deixaram mais de meio milhão de civis mortos, com cem mil sendo apenas nos dos dias 9 e 10 de março, um recorde.

LeMay tinha consciência da própria brutalidade. Ele chegou a dizer que se os EUA tivessem perdido a Guerra, ele provavelmente seria julgado como criminoso de guerra.

Oskar Dirlewanger

Oskar Dirlewanger. / Crédito: Reprodução

 

Poucos eram capazes de competir em crueldade com Oskar Dirlewanger, membro da SS que possuía até molestador de crianças em seu currículo de maldades. Quando foi colocado na ocupada Bielorrússia, sua unidade, chamada informalmente de Brigada de Dirlewanger, era composta apenas por ex-detentos, e todos esperavam que caísse rápido em combate.

Não foi o que aconteceu e eles ganharam fama de ser a divisão mais violenta e criminosa em toda a Europa. Estima-se que o próprio Dirlewanger matou 30 mil pessoas só na Bielorrússia.

Seu método preferido consistia em colocar um alto número de pessoas num celeiro, atear fogo e metralhar quem tentava fugir. Foi preso em 1945 e espancado até a morte por seus captores.

Hans Frank

Hans Frank. / Crédito: Commons

 

O advogado de Hitler governou a Polônia de 1939 a 1945 e sua crueldade era tamanha que ficou conhecido como O Açougueiro da Polônia. Foi um dos arquitetos do imenso horror nazista e, sob seu domínio, milhões de pessoas foram exterminadas nos campos de concentração.

Foi capturado pelos Aliados e, após tentar se suicidar por duas vezes sem sucesso, foi julgado e condenado à morte pelo Tribunal de Nurnberg.

Dr. Shiro Ishii

Shiro Ishii. / Crédito: Commons

 

Antes da guerra, foi colocado como líder de uma iniciativa japonesa que dizia ser anti-epidêmica mas que, na verdade, apenas fazia experimentos biológicos com antrax, botulismo, varíola, entre outros.

Suas cobaias eram, geralmente, os prisioneiros chineses, mas ele chegou a usar prisioneiros de guerra Aliados. Matou aproximadamente 200.000 pessoas nesse tipo de experimento.

Fingiu a própria morte em 1945. Foi encontrado pelos americanos, que lhe ofereceram a liberdade em troca de seus estudos. Pouco era possível retirar daquilo, mas ele morreu como um homem livre em 1959.

Lavrentiy Beria

Lavrentiy Beria. / Crédito: Reprodução

 

Beria era o Himmler soviético: um homem extremamente cruel e mão-direita de Stálin. Seu papel mais proeminente foi nos Expurgos, tanto antes quanto depois do conflito. Ainda assim, teve sua influência no Massacre de Katyn, quando 22 mil poloneses foram mortos por tropas do país.

Condenava por espionagem os soldados que ousavam recuar e, após a guerra, ordenou a execução ou o exílio nos gulags de muitos prisioneiros de guerra russos, acusados de terem colaborado com os alemães.

Ele também ordenava que jovens fossem sequestradas nas ruas de Moscou e levadas para ele para que as estuprasse. As que resistiam eram brutalmente assassinadas.

Após a morte de Stálin, foi condenado por Khrushchev como traidor e executado. Ele teria envenenado o ex-ditador soviético, segundo teorias da conspiração.

Heinrich Himmler, Adolf Eichmann e Reinhard Heydrich: arquitetos do holocausto

Heinrich Himmler. / Crédito: Reprodução

 

Himmler, a mão-direita de Hitler, era o mais famoso, mas os três homens foram os chamados Arquitetos do Holocausto. Tinham em mente a solução final para o que chamavam de problema dos judeus, ou seja, a eliminação física e sistêmica de todos eles. Para isso, criaram todo o aparato organizacional e ideológico, desde os Einsatzgruppen, os esquadrões da morte da SS, até os próprios campos de extermínio.

Himmler falava na obrigação moral de eliminar os judeus e como esses também queriam eliminar os alemães. Eichmann era responsável pela logística, principalmente o transporte, e seu julgamento foi retratado no livro Eichmann em Jerusalém, da filósofa Hannah Arendt. Heydrich foi chefe de segurança do regime nazista e foi descrito pelo próprio Hitler como uma figura sombria, de coração de ferro.