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Paranoia, fuga implacável e mistério: os momentos finais de Pablo Escobar

Morto num telhado, existe controvérsia sobre quem de fato tirou a vida do narcotraficante chefe do cartel de Medellín

Vanessa Centamori Publicado em 06/05/2020, às 12h51

Pablo Escobar
Pablo Escobar - Wikimedia Commons

Os últimos momentos do narcotraficante mais conhecido do mundo, Pablo Escobar, foram repletos de adrenalina, com uma perseguição quase que cinematográfica entre forças armadas e ilegais. Tudo ocorreu em dezembro de 1993 quando o chefão das drogas tentou fugir de um esconderijo em sua base, em Medellín, Colômbia, atravessando um telhado vizinho.

Só que Escobar falhou terrivelmente nessa fuga. Foi derrubado por tiros velozes. Seu cadáver sangrento ficou jogado em um telhado, logo no reduto controlado por ele, onde julgava estar protegido.

Policiais colombianos zombaram do corpo do mafioso e a morte foi tratada como conquista pelas autoridades, pois, finalmente, o tão procurado criminoso sucumbira. 

Pablo Escobar morto e oficiais ao lado do cadáver / Crédito: governo dos EUA 

 

Motivação 

Já fazia 16 meses desde que a força tarefa colombiana Search Bloc, composta pela Polícia Nacional da Colômbia, dedicava-se exclusivamente a procurar o líder do tráfico. Os oficiais caçavam Escobar desde que ele escapara da prisão de La Catedral.

O Search Bloc tinha apoio da inteligência do Exército dos EUA, da CIA e da Administração de Repressão às Drogas. A operação realizada pelo grupo, que acabou na morte do narcotraficante, começou em 2 de dezembro de 1993, um dia após o aniversário de Escobar.

Segundo o livro de Mark Bowden, Matando Pablo: a Caça ao Maior Fora da Lei do Mundo, o chefe do crime comemorou o seu último ano de vida com maconha, um bolo de aniversário e vinho. A festa acabou, literalmente, quando o Search Bloc descobriu o paradeiro do mafioso ao interceptar uma ligação entre ele e o filho, Juan Escobar. 

Pablo Escobar e colegas do crime / Crédito: Wikimedia Commons

 

A execução

Com a casa, onde estava Pablo Escobar, totalmente cercada, alguns membros do Search Bloc arrombaram a porta. Foi aí que o criminoso e um dos seus guarda-costas tropeçaram pela janela de trás para um telhado de azulejos laranja.

O senhor da droga colombiano foi atingido com uma bala, que adentrou o ouvido direito e o matou instantaneamente. "Viva Colômbia!", um soldado da força-tarefa que o caçava berrou quando os tiros cessaram. "Acabamos de matar Pablo Escobar!".

Cartaz de busca a Pablo Escobar / Crédito: governo da Colômbia 

 

Controvérsias

O crédito pela morte de Escobar foi dado oficialmente ao Search Bloc. Porém, circularam rumores de que um grupo de inimigos do narcotraficante, uma organização conhecida como Los Pepes, havia ajudado no extermínio do chefão. 

Em 2008, foram divulgados documentos da CIA, com informações bem reveladoras. Segundo o texto, o general Miguel Antonio Gomez Padilla, diretor geral da Polícia Nacional da Colômbia, havia trabalhado com Fidel Castano, o líder paramilitar de Los Pepes. Castano era um inimigo de Escobar, então tinha tudo para querer matá-lo. 

Pablo Escobar / Crédito: Wikimedia Commons 

 

A família do criminoso, que chegou a ser um dos homens mais ricos do mundo, por conta do tráfico de cocaína, também apontou outra explicação para a morte de Pablo Escobar.

Recusando-se a acreditarem que ele foi derrubado pela polícia, dois irmãos do chefe do crime insistiram que ele havia cometido suicídio. Segundo os parentes, o local de sua ferida fatal era a prova de que ela havia sido feita pelo próprio mafioso.

Acredita-se que o homem procurado pela polícia tenha tido envolvimento em mais de 5 mil mortes ao longo de duas décadas. Ele teria sido, inclusive, responsável pela morte de três candidatos à presidência da Colômbia.

Também comandou uma verdadeira guerra entre o Cartel de Medellín contra o Cartel de Cali. Por conta disso, Escobar tinha muitos inimigos que o desejavam mal, então é difícil apontar se realmente foi a polícia quem o matou. 

Vale lembrar que o chefão do narcotráfico é autor da irônica frase: "Prefiro ter um túmulo na Colômbia do que uma cela nos Estados Unidos". Ou seja, no final das contas, o desejo do senhor das drogas se concretizou quando a morte chegou. 


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