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Petrolândia, a controversa Atlântida brasileira

Ponto turístico do sertão nordestino, uma história cheia de polêmicas originou o peculiar local

Caio Tortamano Publicado em 18/04/2020, às 06h00

Igreja do Sagrado Coração de Jesus, o ponto visível da Atlântida brasileira
Igreja do Sagrado Coração de Jesus, o ponto visível da Atlântida brasileira - Divulgação

Para aqueles que acreditam na mística cidade da Atlântida, com certeza de surpreenderiam com a quantidade de locais apontados como a possível magnífica cidade que foi engolida pela água, narrada pela primeira vez por Platão, em 9.500 a.C.

Esse não é necessariamente o caso de Petrolândia, no Pernambuco, mas o lugar é chamado e conhecido como a Atlântida Brasileira, e não é pra menos. Às margens do Rio São Francisco, a parte antiga da cidade de apenas 36 mil habitantes tem chamado atenção do circuito turístico do sertão nordestino.

Há mais ou menos uma década que esse trecho impressiona por emergir da água da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga, revelando uma verdadeira cidade submersa. O curioso e fascinante local é identificado pelo topo da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, ponto mais alto da antiga vila.

Hoje, grupos de mergulho são organizados no instigante local, se tornando um dos principais pontos turísticos de Petrolândia.

Na construção da usina, em 1988, um grande deslocamento urbano foi necessário para conseguir armazenar a água, e um impacto social prontamente se instalou. A construção deslocou cerca de 40 mil pessoas, e mais de 10 mil famílias, entre elas diversas comunidades indígenas que tinham se instalado lá havia décadas.

A descoberta da cidade traz à tona uma profecia, no mínimo, curiosa. Antônio Conselheiro — líder religioso e da icônica cidade de Canudos — disse, certa vez, que o papel das coisas iria se inverter, com o mar secando e o sertão inundando de água. O território nordestino ainda está longe de ter o problema da seca resolvido, mas Petrolândia é uma curiosa consequência que remete a essa previsão.


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