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A tecnologia financiada por Bill Gates que transforma fezes humanas em água — e o próprio bilionário testou

O OmniProcessor foi testado pelo bilionário, comprovando que “é água!”

Isabela Barreiros Publicado em 18/11/2019, às 17h42 - Atualizado às 17h43

Bill Gates bebendo a água produzida pelo OmniProcessor
Bill Gates bebendo a água produzida pelo OmniProcessor - Bill Gates/Youtube

Uma nova mini-série lançada pela Netflix mostra o lado filantrópico de Bill Gates, o empresário, bilionário e dono da Microsoft. O Código Bill Gates conta com episódios que narra os investimentos feitos pelo estadunidense em pesquisas e tecnologias de saneamento básico ao redor do mundo. Em um dos momentos da série, um fato insólito pouco conhecido é relembrado.

Uma máquina nomeada OmniProcessor foi responsável pela transformação de fezes humanas em água potável — que, em 2015, foi bebida por ninguém mais ninguém menos que Bill Gates .

A cena pode ser vista em um vídeo no blog pessoal de Gates, o Gates Notes. Nele, é possível entender melhor como funciona o projeto tecnológico, além de ver o empresário atestar a veracidade da qualidade da água. "É água!", diz após beber o líquido.

A técnica foi criada pela empresa Janicki Bioenergia, localizada em Washington, nos Estados Unidos e recebeu recursos da Fundação Bill & Melinda Gates. Apresentada ao público há quatro anos, a estação de tratamento à combustão é capaz de gerar energia, fertilizante e água potável. O protótipo foi instalado na capital do Senegal, Dakar.

De acordo com o Gates Notes, o OmniProcessor pode processar resíduos de comunidades de até 100 mil pessoas. A partir disso, é possível produzir 86 mil litros de água limpa e 250 kw de eletricidade, que será distribuída para as regiões próximas da instalação. Além disso, a comercialização das cinzas produzidas pela máquina torna-se uma prática viável nesse contexto, exatamente porque elas são adubo para ser usado na agricultura.

O preço estimado para a implantação da iniciativa é de aproximadamente 1,5 milhão de dólares. Ainda assim, estima-se que o investimento necessário seja consideravelmente inferior ao de grandes indústrias de tratamento, que precisam de muita energia para funcionar.

As duas empresas têm expectativa de implantar a tecnologia em outros países, a partir de iniciativas privadas, principalmente no continente africano que sofre com falta do recurso. Relembrando os dados de que bilhões de pessoas não tem acesso à água potável, a ideia tenta mudar esse cenário trazendo tecnologia para essa possível transformação.