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Constituição de 1988: O presente do velhinho

Quando Ulysses Guimarães apresentou ao Brasil o seu futuro

Redação AH Publicado em 26/01/2019, às 06h00

Ulysses Guimarães apresenta a Constituição de 1988
Lula Marques/ Câmara dos Deputados

Como várias outras figuras centristas de seu tempo, Ulysses Guimarães apoiou o golpe de 1964 – contra um João Goulart ao qual havia servido, aliás, como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. E, como vários deles, se arrependeria quando os militares deixaram claro que queriam muito mais que a deposição de um presidente.

Começando sua carreira no PSD varguista, Ulysses se tornaria o líder do MDB, a oposição tolerada pela ditadura. Com isso, seria a cara branda e “oficial” da resistência, participando dos movimentos pela Anistia, em 1979, e as Diretas Já, em 1983 e 1984.

Como o líder da Assembleia Nacional Constituinte, foi responsável pela complicada costura política que daria origem à nossa Carta Magna. Concorreu à presidência em 1989 com o jingle: “Bote fé no velhinho”. Seu último gesto foi o impeachment de Collor. Desapareceria num acidente de helicóptero, em 1992.