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120 etíopes são mortos por forças rebeldes de Tigré, afirmam autoridades

Segundo representantes da região de vilarejo em Amhara, na Etiópia, os assassinatos aconteceram nos dias 1 e 2 de setembro

Pamela Malva Publicado em 08/09/2021, às 17h00

Fotografia de vilarejo em Amhara, na Etiópia
Fotografia de vilarejo em Amhara, na Etiópia - Ludger Heide/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

Nesta quarta-feira, 8, autoridades de um vilarejo em Amhara, na Etiópia, afirmaram à agência Reuters que cerca de 120 de seus civis foram mortos por forças rebeldes de Tigré. Segundo Sewnet Wubalem, o administrador local, e Chalachew Dagnew, um porta-voz da cidade de Gondar, os ataques aconteceram nos dias 1 e 2 de setembro.

"Até agora, recuperamos 120 corpos. Eram todos fazendeiros inocentes. Mas achamos que o número pode ser maior. Há pessoas desaparecidas", lamentou Sewnet, à Reuters. De acordo com a agência, esse seria o primeiro registro de um ataque das forças de Tigré com muitas vítimas desde que eles retomaram o poder na região de Amhara.

O problema é que, logo em seguida, as forças de Tigré negaram todas as acusações feitas pelas autoridades do vilarejo. Em comunicado oficial, eles afirmaram que a versão dada à Reuters é uma "alegação fabricada" pelo governo regional de Amhara.

Ainda assim, Chalachew Dagnew afirmou que os assassinatos dos 120 civis aconteceu durante uma "curta presença" dos agentes de Tigré na região, que agora está sob controle do Exército Federal da Etiópia. A agência Reuters, todavia, não conseguiu verificar a veracidade dos atentados de forma independente.

As próprias forças de Tigré, contudo, iniciaram "uma investigação independente sobre todas as atrocidades" cometidas na região de Amhara. Nesse sentido, vídeos cedidos à Reuters por autoridades da cidade de Gondar mostram civis lutando contra forças de Tigré — sendo que, no mês passado, o próprio governo da Etiópia pediu que seus cidadãos entrassem no combate contra a Frente de Libertação do Povo de Tigré.