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Notícias / Brasil

Em experimento, 8 ararinhas-azuis serão soltas para evitar extinção da espécie

Os animais devem ser devolvidos a natureza neste sábado, 11

Alan de Oliveira | @baco.deoli | sob supervisão de Wallacy Ferrari Publicado em 11/06/2022, às 09h57

Fotografia de ararinhas-azuis na Bahia - Divulgação/ Youtube Canal UOL
Fotografia de ararinhas-azuis na Bahia - Divulgação/ Youtube Canal UOL

Em uma área de preservação ambiental no interior da Bahia, oito ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) serão soltas hoje, 11. Considerada extinta desde o começo dos anos 2000, quando desapareceu o último animal selvagem, que era acompanhado por pesquisadores, a estimativa é que possam fazer mais procriações e não acabar de vez com a raça.

Cinco fêmeas e três machos serão soltos, em um grupo total de 52 araras trazidas de um criadouro da Alemanha para o Brasil, em 2020, visando reintroduzir a espécie na natureza.

Em uma entrevista concedida ao portal de notícias UOL, o coordenador do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-Azul, Antonio Eduardo Barbosa, abordou que esse primeiro grupo foi escolhido devido o mérito de se adaptarem melhor a natureza e os seus sensos de independência.

São animais sadios, que têm musculatura de voo, que interagem e que não apresentam comportamento agonístico, isto é, que não brigam com outro. São os animais mais aptos para a soltura.”

Como funcionará o experimento?

Em busca da reintrodução á natureza, foram criadas, em 2018, duas áreas de preservação nos municípios de Curaçá e Juazeiro: a Área de Proteção Ambiental (APA) da Ararinha-Azul e o Refúgio da Vida Silvestre (Revis) da Ararinha-Azul, somando um espaço de 120 mil hectares.

Será uma soltura branda, como chamamos. A gente abre o recinto, mas quer que as aves permaneçam ali. Será ofertada alimentação suplementar durante um ano, para que elas ainda visitem o recinto. Nessa fase experimental, queremos conhecer a dinâmica que as aves vão apresentar", fala o coordenador do projeto.

A proposta inicial é fazer observações acerca do comportamento das araras, como o local que elas repousam e o que procuram para comer. Por meio da marcação com anilhas e transmissores, os pesquisadores conseguem assegurar que não perderão os animais de vista, conforme a apuração do portal.