Notícias » Rússia

A ‘tortura deliberada e sistemática’ dos russos, segundo presidente da Ucrânia

Volodymyr Zelensky afirmou que a Rússia está atacando corredores humanitários criados em meio à guerra na Ucrânia

Redação Publicado em 09/03/2022, às 10h49

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky - Divulgação / Facebook / Volodymyr Zelensky

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que a Rússia está sendo responsável por uma “‘tortura deliberada e sistemática” ao atacar os corredores humanitários criados em meio ao conflito entre os países para evacuar civis e enviar medicamentos às cidades.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o político da Ucrânia acusou o governo de Vladimir Putin de estar atirando “em rotas de evacuação” e bloqueando “a entrega de equipamentos essenciais e medicamentos ao povo”.

O que eles querem? Que os ucranianos tirem das mãos dos invasores. Isso é tortura deliberada e sistemática, organizada pelo Estado. É cruel com todos os cidadãos", declarou Zelensky.

Ele também alegou que as cidades da nação continuarão recebendo os mantimentos apesar dos supostos esforços russos em evitar tal situação. Segundo o presidente, "os carregamentos continuarão chegando. Não importa quantas balas os parem. Corredores humanitários ainda vão funcionar".

O ucraniano mencionou ainda os esforços internacionais, em especial as medidas tomadas por Estados Unidos e Reino Unido, para banir a importação de petróleo, gás e carvão da Rússia, como reportou o UOL.

"É muito simples: cada centavo pago à Rússia se torna bala ou míssil que sobrevoam territórios estrangeiros. Ou a Rússia respeita a lei internacional e não incentiva guerras, ou ela não terá mais dinheiro para começá-las. Não é só pelo dinheiro. Um banimento da compra do petróleo da Rússia vai enfraquecer o estado terrorista economicamente, politicamente e ideologicamente", alegou.

No final do discurso, Zelensky disse que a Rússia deve começar a fazer “negociações honestas". “Nós precisamos sentar à mesa de negociação para discussões honestas, substantivas e pelo interesse do povo, e não por ambições obsoletas e assassinas", finalizou.