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Aquecimento global pode causar extinção de dragões de Komodo até 2050, afirma estudo

Pesquisadora alerta que “mudança climática provavelmente causará um declínio acentuado na disponibilidade de habitat” para os animais

Isabela Barreiros Publicado em 29/09/2020, às 07h00 - Atualizado às 08h00

Imagem de um dragão de Komodo
Imagem de um dragão de Komodo - Wikimedia Commons

Um novo estudo desenvolvido na Austrália alertou para a possibilidade de uma próxima extinção dos dragões de Komodo, animais que vivem há mais de um milhão de anos em ilhas indonésias. A pesquisa indica que o aquecimento global poderá levar ao fim da espécie até 2050.

Pesquisadores são responsáveis por acompanhar o número de animais em todas as ilhas, a partir do que chamam de “monitores de Komodo”. De acordo com esse índice, a espécie está em declínio, com apenas 4 mil dragões de Komodo existentes.

Para os especialistas envolvidos na análise, os lagartos serão extintos em três das cinco ilhas que servem como seus habitats, Gili Dasami, Gili Montang e Flores. O aquecimento global, com sua consequente mudança climática, fará com que essas florestas sejam degradadas e temperaturas mudadas.

"A mudança climática provavelmente causará um declínio acentuado na disponibilidade de habitat para os dragões de Komodo, reduzindo severamente sua abundância em questão de décadas", afirmou Alice Jones, autora do artigo, da Universidade de Adelaide.

Ela acrescentou ainda: “nossos modelos prevêem a extinção local em três dos cinco habitats insulares onde os dragões de Komodo são encontrados hoje”.