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As estátuas gregas e romanas tinham cores vivas. Confira as imagens!

A exposição Gods In Color está rodando o mundo e apresenta as versões coloridas de grandes obras feitas em mármore branco

Daniela Bazi Publicado em 12/12/2019, às 11h30

Leão grego Loutraki, de aproximadamente 550 a.C.
Leão grego Loutraki, de aproximadamente 550 a.C. - Museu de Belas Artes de São Francisco

As esculturas gregas e romanas presentes em museus são, normalmente, feitas de mármore branco puro. Entretanto, uma nova exposição, que começou em Munique, na Alemanha, intitulada Gods In Color, vem quebrando essa tradição.

Segundo o professor de arte antiga da Universidade da Geórgia, Mark Abbe, a brancura nas esculturas clássicas é “uma mentira que todos nós acreditamos. É o equívoco mais comum sobre a estética na história da arte ocidental”.

Reconstrução em cores da escultura de um arqueiro / Créditos: Wikimedia Commons

 

Esse mito se consolidou por volta de 1760 a 1830, durante a era neoclássica da arte visual, época em que as obras antigas voltaram a fazer sucesso, trazendo novamente a técnica do mármore branco. Sem tantas cores, as habilidades dos escultores renascentistas poderiam aparecer com mais evidência.

Escultura de mármore do século II a.C. que manteve resquícios de suas cores originais, alguns possíveis ver a olho nu, ao lado de sua reconstrução / Créditos: Museu de Belas Artes de São Francisco

 

Na década de 1980, o arqueólogo Vinzenz Brinkmann descobriu vestígios de manchas de cor em esculturas gregas antigas e que, de fato, revestir as obras de mármore branco com tinta brilhante era moda na antiguidade. Devido as novas tecnologias de investigação, tornou-se capaz que os estudiosos descobrissem de forma mais precisa as cores que eram utilizadas.

Estátua do Imperador Augustus, fundador do Império Romano / Créditos: Museu de Belas Artes de São Francisco

 

A exposição Gods In Color conta com esculturas gregas e romanas recriadas com gesso, e pintadas de acordo com os tons aproximados das obras originais. As pesquisas feitas através dos pequenos flocos de pigmentos que restaram nas obras foi o que determinou a paleta de cores.

Cabeça de bronze apelidada de Glyptothek Munich 457 / Créditos: Wikimedia Commons

 

Para o desenvolvimento das esculturas, os artistas deveriam consultar outras obras de arte e ler textos históricos para que a recriação fosse realista. Todas as estátuas eram frequentemente checadas para que não ocorressem erros em suas representações.

Estátua Torso Cuirassed original e sua reconstrução em cores / Créditos: Museu de Belas Artes de São Francisco

 

Gods In Color já conta com mais de dois milhões de visitantes ao redor do mundo, e esteve em países como Alemanha, Espanha, Turquia, México e Estados Unidos.