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Notícias / Estados Unidos

Autora de 'Como matar seu marido' é condenada pelo assassinato do marido

Nancy Crampton Brophy foi considerada culpada pela morte do marido com um tiro fatal há quatro anos

Isabela Barreiros Publicado em 26/05/2022, às 09h03

Nancy Crampton Brophy e o marido Daniel Brophy - Divulgação/ Arquivo Pessoal
Nancy Crampton Brophy e o marido Daniel Brophy - Divulgação/ Arquivo Pessoal

A autora do livro “Como matar seu marido” foi considerada culpada por um júri da cidade norte-americana de Portland pelo assassinato de seu marido por meio de um tiro fatal, num episódio ocorrido há quatro anos.

Nancy Crampton Brophy, de 71 anos, foi condenada por atirar fatalmente em Daniel Brophy, de 63 anos, em 2 de junho de 2018, enquanto o homem se preparava para ir trabalhar no Oregon Culinary Institute, no sudoeste de Portland.

A defesa da escritora poderá apelar contra a decisão de condenação por assassinato em segundo grau. Os advogados de Brophy afirmam que o marido da cliente pode ter morrido durante um assalto malsucedido.

Segundo os promotores do caso, a mulher foi motivada por problemas financeiros e uma apólice de seguro de vida, o que ela nega. Nancy foi vista ainda em imagens de vigilância dirigindo até o local da morte e possuía a mesma marca e modelo de arma usada no crime.

Ela é acusada de ter trocado o cano da arma usada do assassinato, que teria sido descartada logo após a morte do marido e nunca foi encontrada. De acordo com os advogados dela, as peças da arma foram inspiração para o livro da autora.

Brophy também testemunhou que estar perto do local do crime naquele dia foi mera coincidência e que estava trabalhando em sua escrita na região enquanto havia estacionado nas proximidades.

A romancista está sob custódia desde que foi presa em setembro de 2018. O julgamento sobre o caso foi retomado no começo deste mês de maio e ela deve receber sua sentença em 13 de junho, segundo o jornal britânico The Guardian.

O livro no julgamento

Embora “Como matar seu marido” possa parecer uma peça importante nesse quebra-cabeça, a verdade é que a obra foi excluída do julgamento. O juiz do caso, Christopher Ramras, observou que o ensaio foi publicado em 2011 e o crime aconteceu em 2018.

No livro, considerado um tratado de instruções, a autora descreve inúmeras opções de como cometer um assassinato que não seja rastreável, expressando a vontade de realizar algo do qual ela não poderá ser pega.