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Bandeira ligada à escravidão é exibida em protesto próximo a circuito automobilístico

Mesmo após proibição do símbolo pela associação esportiva Nascar, a carreata polêmica passou por onde ocorreria a corrida GEICO 500

Vanessa Centamori Publicado em 22/06/2020, às 12h31

Circuito de Talladega, no Alabama
Circuito de Talladega, no Alabama - Wikimedia Commons

Perto ao circuito onde ocorreria a corrida GEICO 500, um grupo fez protesto a favor da Bandeira Confederada dos Estados Unidos, que já tinha sido proibida pela associação esportiva da prova, a Nascar. O problema é que o símbolo está relacionado ao racismo e à escravidão nos EUA. 

Ainda assim, no último domingo, 21, uma carretada com as bandeiras polêmicas se aproximou do local onde ocorreria a corrida, no Circuito de Talladega, no Alabama. A prova, no entanto, foi adiada para esta segunda, 22, devido ao tempo ruim. 

Uma das carreatas sobrevoou o circuito de avião. Além disso, os manifestantes levantaram cartazes pedindo que o governo pare de financiar a Nascar. Por enquanto, a associação ainda não divulgou informações de como fará a fiscalização para impedir a exposição da Bandeira Confederada. 

Na semana passada, o piloto Ray Ciccarelli relatou em suas redes sociais que estava sofrendo ameaças por ser contra a proibição do uso do símbolo. Ray disse que foi mal interpretado e que não apoia a Bandeira Confederada em si, mas aqueles que quiserem usá-la por tradição nas corridas.

"Eu poderia me importar menos com a bandeira confederada, mas há pessoas que fazem isso e isso não as torna racistas", escreveu.