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Boletim de ocorrência aponta que 'Hipster da Federal' teve surto psicótico antes de morrer

O policial federal Lucas Valença se destacou pela beleza e ganhou o apelido ao conduzir indiciados durante a Operação Lava Jato

Wallacy Ferrari Publicado em 03/03/2022, às 12h28

'Hipster da Federal' durante condução do então deputado Eduardo Cunha e em fotografia pessoal
'Hipster da Federal' durante condução do então deputado Eduardo Cunha e em fotografia pessoal - Wilson Dias / Agência Brasil (esq.) / Divulgação / Redes sociais (dir.)

O policial Lucas Soares Dantas Valença, 36, que ganhou o apelido de 'hipster da Federal' após ostentar um coque e barba iguais as de um lenhador durante conduções de indiciados durante a Operação Lava Jato, estaria em um surto psicótico no momento em que foi morto a tiros na madrugada da última quinta-feira, 3.

O caso ocorreu no município de Buritinópolis, em Goiás, onde o agente federal teria invadido o terreno de uma casa na zona rural da cidade. Aos gritos, anunciava que “havia um demônio” naquela residência, como foi registrado no boletim de ocorrência registrado pela polícia e acessado pela TV Anhanguera, afiliada local da TV Globo .

Por dentro da residência estava um casal junto da filha de 3 anos de idade. Assustados, o homem pegou uma arma pouco após Lucas desligar o disjuntor de energia para acessar o local, sendo surpreendido com disparos do morador. Pouco após religar a luz, encontrou o rapaz, que dizia “ser policial”, e solicitou a chegada de uma ambulância e policiais.

O atirador não teve a identidade divulgada pela Polícia, mas chegou a ser preso por posse irregular de arma de fogo, visto que não tinha autorização para usá-la. Ele pagou fiança e aguarda a conclusão da investigação em liberdade, cooperando em depoimentos. Já a morte, ocasionada do disparo, está sendo avaliada como uma ação de legítima defesa.