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Notícias / Astronomia

Camada de gelo com 4 quilômetros de espessura é encontrada em Marte

Grande quantidade de água congelada em Marte seria capaz de cobrir o planeta inteiro em um oceano raso, caso derretesse; confira!

Éric Moreira Publicado em 22/01/2024, às 12h18

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Imagem que mostra quantidade estimada de gelo em Marte - Divulgação/Smithsonian Institution/Planetary Science Institute
Imagem que mostra quantidade estimada de gelo em Marte - Divulgação/Smithsonian Institution/Planetary Science Institute

Recentemente, uma sonda da Agência Espacial Europeia (ESA) em Marte foi crucial para uma descoberta histórica: uma grande quantidade de água congelada que, caso derretesse, seria suficiente para cobrir todo o planeta vermelho em um oceano com profundidade entre 1,5 e 2,7 metros. Todo esse gelo, porém, está soterrado em poeira, no equador do planeta.

Segundo o Live Science, a descoberta foi feita pela missão Mars Express, da ESA, uma nave envolvida há duas décadas em operações científicas em torno do planeta vermelho. Por mais que não seja a primeira vez que cientistas encontrem indícios de água em Marte, esta é de longe a maior quantidade detectada até hoje.

É emocionante que os sinais de radar correspondam ao que esperamos ver nas camadas de gelo e são semelhantes aos sinais que vemos nas calotas polares de Marte, que sabemos serem muito ricas em gelo", conta Thomas Watters, investigador principal do Smithsonian Institution, em declaração à ESA.

Conforme descrito pelos pesquisadores, os depositos de gelo são bastante espessos, e estendem-se por até 3,7 quilômetros abaixo do solo, sendo cobertos por uma crosta de cinzas endurecidas e poeira seca de centenas de metros de espessura. Vale mencionar  que o gelo não é um bloco puro, estando também contaminado por poeira.

Suspeita-se que os depósitos de gelo, localizados sob uma formação geológica chamada Formação Medusae Fossae (MFF), tenham se formado nos últimos 3 bilhões de anos, a partir de fluxos de lava e sendo recoberto por cinzas vulcânicas quando Marte ainda era vulcanicamente ativo, segundo comunicado.

+ Marte tinha água líquida há 2 bilhões de anos, sugere sonda da Nasa

Por que no equador?

Outra questão levantada pelos pesquisadores é como o gelo se depositou especificamente no equador (linha imaginária que traça exatamente o centro) do planeta. E isso pode ser explicado pelo clima de Marte, que seria muito diferente no passado.

De acordo com o estudo, existência do gelo pode ser o resultado do eixo variável de Marte. Ao longo da história, a inclinação dos polos do planeta vermelho variaram de maneira bastante caótica, podendo ter variado em elíptica desde 10 graus de inclinação até impressionantes 60 graus. 

No caso, em períodos de alta obliquosidade, os polos se encontrariam mais perto do Sol que o próprio equador do planeta, o que poderia ter colaborado com a formação de água congelada por ali. Então, depois que o gelo tivesse sido soterrado por cinzas e poeira, ele teria sido preservado.

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