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Campo de refugiados de Burkina Faso recebe visita de Angelina Jolie

Em celebração ao Dia Mundial do Refugiado, a atriz e ativista foi até o centro que recebe malineses que fogem da violência de jihadistas. “Nunca me preocupei tanto com a situação”

Fabio Previdelli Publicado em 22/06/2021, às 13h58

A atriz Angelina Jolie em visita ao campo de refugiados de Goudebou
A atriz Angelina Jolie em visita ao campo de refugiados de Goudebou - Divulgação/YouTube/AFP

No último domingo, 20, a atriz Angelina Jolie visitou um campo de refugiados em Burkina Faso. Enviada pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur), a ativista norte-americana foi até o centro que abriga malineses que fogem da violência cometida por jihaditas.  

Segundo a agência de notícias AFP, Jolie esteve acompanhada do chanceler do país, Alpha Barry, em sua chegada ao campo de Goudebou, que fica a cerca de 100 quilômetros da fronteira com Mali. O motivo da visita foi para lembrar o Dia Mundial do Refugiado.  

"Celebro esse dia todos os anos há 20 anos com refugiados em diferentes países e nunca me preocupei tanto com a situação dos deslocamentos no mundo quanto hoje", disse Angelina. "A verdade é que não fazemos metade do que poderíamos e deveríamos para encontrar soluções que permitam aos refugiados voltar para casa, ou para apoiar os países que os acolhem". 

Como explica a AFP, o local já foi alvo de diversos ataques. O mais recente deles, em março de 2020, levou ao fechamento efetivo de Goudebou. Na ocasião, o ataque ao posto de segurança do local, que abrigava até 9 mil refugiados, fez com que os que permaneceram por lá fugissem.  

Porém, com a ajuda das autoridades do país e do Acnur, em dezembro, os refugiados foram levados novamente para o acampamento, que teve sua segurança reforçada com patrulhas e agentes militares. Além disso, segundo a entidade, um quartel deve ser construído no local que, desde então, acolheu por volta de 11 mil refugiados que haviam deixado o campo.  

Segundo Wanadine ag Mohamed, representante dos refugiados de Goudebou, "os refugiados estão angustiados, porque o contexto de segurança se deteriora dia após dia, apesar dos esforços das autoridades de Burkina Faso, de seus parceiros e das forças de defesa e segurança na região do Sahel".