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Canal de TV norte-americano divulga vídeo de criança autista algemada em escola

O menino de sete anos estaria exibindo 'mau comportamento', e essa foi a decisão tomada pelo inspetor da escola para lidar com a situação

Ingredi Brunato Publicado em 13/10/2020, às 16h24

Trecho do vídeo mostrando criança algemada.
Trecho do vídeo mostrando criança algemada. - Divulgação

Em 2018, a Escola Pressley, na Carolina do Norte, Estados Unidos, lidou com o mau comportamento de um menino autista de sete anos algemando-o no chão por vários minutos. Na sexta-feira passada, 9, um vídeo registrando o ocorrido foi divulgado. 

A filmagem foi ao ar no canal WSOC-TV, que é afiliado da emissora americana ABC, juntamente a uma entrevista da mãe do menino, que preferiu se manter anônima, sendo identificada apenas por “A.G.” 

O garotinho estaria cuspindo nos colegas e agitado, de forma que os funcionários chamaram o inspetor da escola, um oficial de polícia chamado Michael Fattaleh. O adulto algemou a criança no chão, onde esta ficou por quase vinte e cinco minutos antes de começar a chorar e pedir para que o policial fosse afastado. 

O vídeo divulgado pela WSOC-TV mostrou ainda Fattaleh ameaçando o aluno: “Se você, meu amigo, não estiver familiarizado com o sistema de justiça juvenil, estará muito em breve. Já alguma vez foi acusado de um crime? Bem, está próximo de ser.”

A mãe do garotinho autista teria encontrado o filho ainda algemado e deitado no chão, tendo como único conforto uma almofada que os funcionários da escola colocaram embaixo de sua cabeça, para que não ficasse com o rosto diretamente no chão. “Fiquei enfurecida, com raiva e devastada”, revelou ela, que tinha buscado ação legal contra a escola no mesmo dia. 

A.G. disse ainda que havia escolhido a Escola Pressley pensando que eles saberiam lidar com as necessidades especiais de seu menino. Ela teria ainda deixado seu emprego desde o incidente, para poder ensinar o filho em casa. 

"O trabalho do policial como oficial de uma escola é assegurar que as crianças e os professores estejam seguros, e infligir danos a um aluno por aquilo que é visto como uma questão menor é inexplicável", afirmou Alex Heroy, advogado que representa a mãe da criança.