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China ocultou extensão do vírus para estocar suprimentos médicos, aponta relatório dos EUA

O texto diz que líderes chineses "ocultaram intencionalmente a severidade" da pandemia, omitindo informações à OMS

Vanessa Centamori Publicado em 04/05/2020, às 12h13

Chineses usam equipamentos de proteção
Chineses usam equipamentos de proteção - Divulgação/ Youtube

Um relatório de inteligência dos Estados Unidos, obtido recentemente pela agência Associated Press, indica que a China encobriu a gravidade e a extensão do surto do novo coronavírus para ter acesso a suprimentos médicos.

O documento foi publicado originalmente no dia 1 de maio. O texto afirma que os líderes chineses "ocultaram intencionalmente a severidade" da pandemia. Além disso, segundo o relatório, durante grande parte do mês de janeiro, a China deixou de relatar à Organização Mundial de Saúde (OMS) que o coronavírus "foi um contágio". A intensão era poder solicitar os equipamentos médicos no exterior. 

O texto diz ainda que as importações de máscaras faciais e aventais cirúrgicos e luvas cresceram na China. A análise, do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês), explica que, conforme o país asiático minimizou a gravidade do coronavírus, foram aumentando as importações e diminuindo as exportações dos suprimentos médicos.

Pessoas usam máscaras na China / Crédito: Divulgação / Youtube 

 

A OMS foi informada pela China sobre o surto da doença em 31 de dezembro. Depois, em 3 de janeiro, autoridades chinesas contataram os Centros de Controle de Doenças dos EUA. O patógeno foi identificado como um novo coronavírus somente no dia 8 de janeiro. 

Conforme afirmou ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, só teria ficado sabendo sobre o vírus em 23 de janeiro. Na ocasião, ele teria sido informado que o surto "não era de grande importância".