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Notícias / Aquecimento global

Cientistas alertam para derretimento da 'Geleira do Apocalipse', na Antártida

A geleira Thwaites possui aproximadamente o tamanho do estado da Flórida e seu derretimento pode provocar impactos irreversíveis à humanidade

Éric Moreira, sob supervisão de Ingredi Brunato Publicado em 21/02/2023, às 13h09

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Fotografia aérea da geleira Thwaites - Foto por NASA via Wikimedia Commons
Fotografia aérea da geleira Thwaites - Foto por NASA via Wikimedia Commons

A geleira Thwaites, localizada na Antártida, possui um apelido que não lhe foi atribuído à toa pela comunidade científica: "geleira do apocalipse". Isso porque devido ao seu impressionante tamanho — ela possui uma área relativa à ocupada pelo estado norte-americano da Flórida, aproximadamente 170.312 km² —, seu derretimento e colapso poderia acarretar consequências devastadoras para diversas nações pelo mundo.

Um estudo publicado na revista Nature na última quarta-feira, 15, indica que, embora o ritmo de derretimento da plataforma de gelo de Thwaites seja mais lento que o esperado, o de rachaduras e formações de "escadas" no gelo está mais intenso. Essa constatação preocupa os pesquisadores e, posteriormente, pode se tornar também uma preocupação global.

Como informa a CNN, a geleira Thwaites despeja, todos os anos, bilhões de toneladas de gelo no oceano, sendo a responsável por 4% do aumento anual do nível do mar. Com um colapso completo do bloco de gelo, o nível do mar poderia aumentar mais de 70 centímetros no total.

Porém, a informação não para por aí: a 'geleira do apocalipse' também funciona como uma represa natural para gelo de toda Antártida Ocidental, de forma que seu derretimento total poderia, na verdade, subir o nível global do mar em cerca de 3 metros.

Fotografia da geleira Thwaites, conhecida também como 'geleira do apocalipse'
Fotografia da geleira Thwaites, conhecida também como 'geleira do apocalipse' / Crédito: Foto por NASA via Wikimedia Commons

Devagar, mas preocupante

Com um robô semelhante a um torpedo chamado Icefin, uma equipe de cientistas americanos e britânicos da International Thwaites Glacier Collaboration, que viajou para a Thwaites no fim de 2019, pôde descobrir que o derretimento da plataforma de gelo era menor que o esperado — naquele ponto, a média era de 2 a 5,4 metros por ano —, devido a uma camada de água mais fria e fresca em sua base. Contudo, isso ainda não era suficiente para impedir o alerta.

A geleira ainda está com problemas", disse Peter Davis, oceanógrafo do British Antarctic Survey e principal autor de um dos artigos, em comunicado. "O que descobrimos é que, apesar de pequenas quantidades de derretimento, ainda há um rápido recuo da geleira, então parece que não é preciso muito para empurrar o geleira fora de equilíbrio."