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Notícias / Nufrágio

Colômbia planeja recuperar tesouro bilionário do ‘Santo Graal dos naufrágios’

Mesmo com o país decidido em recuperar os destroços do Galeão San José e o tesouro presente nele, especialistas temem pela conservação do navio

Redação Publicado em 21/12/2023, às 19h20 - Atualizado em 23/12/2023, às 13h41

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Pintura que retrata a explosão do galeão San José - Licença Creative Commons via Wikimedia Commons
Pintura que retrata a explosão do galeão San José - Licença Creative Commons via Wikimedia Commons

Em 1708, o navio Galeão San José naufragou, levando uma carga estimada de 20 bilhões de dólares. Agora, o governo colombiano anunciou que pretende resgatar o tesouro escondido na embarcação, tido como o “Santo Graal dos naufrágios”, em razão de seus atributos arqueológicos e econômicos. 

Juan David Correa, ministro da Cultura da Colômbia, afirmou que entre abril e maio de 2024, as primeiras tentativas de recuperação do tesouro serão feitas, se as condições dos oceanos no Caribe permitirem. Correa também garantiu que o resgate será feito por meio de uma expedição científica.

Isto é um naufrágio arqueológico, não um tesouro. Esta é uma oportunidade para nos tornarmos um país na vanguarda da investigação arqueológica subaquática.”, disse Correa, após um encontro com o presidente colombiano, Gustavo Petro.

Conforme repercutido pelo jornal The Guardian, estima-se que o navio seja lar de 1 milhões de moedas de ouro e prata, além de esmeraldas e outros objetos preciosos retirados das colônias pelos espanhóis, que se recuperadas, podem valer milhões de dólares. 

Correa também esclareceu que o material extraído dos destroços, via submersíveis ou embarcações robóticas, será encaminhado para um navio da Marinha colombiana para estudos. 

Tesouro perdido

mais de 300 anos, o galeão San José, com seus três andares e 64 canhões, afundou após uma batalha com navios britânicos. Ele foi localizado pela primeira vez em 2015, mas desde então, se tornou o centro de disputas diplomáticas e legais entre os Estados Unidos, Colômbia e Espanha. 

Até mesmo um órgão da Unesco se envolveu na disputa. O time de especialistas voltados para a conservação de patrimônios culturais subaquáticos chegou a enviar uma carta ao governo colombiano, onde explicou que a recuperação do tesouro para fins comerciais, e não pela importância história, “causaria a perda irrecuperável de um patrimônio significativo”.

Permitir a exploração comercial do patrimônio cultural da Colômbia vai contra os melhores padrões científicos e princípios éticos internacionais, tal como estabelecidos especialmente na Convenção do Patrimônio Cultural Subaquático da UNESCO”, dizia o comunicado. 

Atualmente, sua localização exata permanece um segredo de estado, mas é certo falar que o navio afundou na região da península colombiana de Baru, ao sul de Cartagena, no Mar do Caribe. Em uma das expedições, pesquisadores se depararam com canhões de bonze em boas condições, o que auxiliou no reconhecimento dos destroços, que apontaram para o naufrágio de San José. 

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