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Notícias / Mundo

Coreia do Sul: Manifestantes ameaçam soltar 2 milhões de cães em Seoul

A ameaça foi realizada por manifestantes que defendem o consumo de carne de cachorro no país, que pode ser banido com a aprovação de uma nova lei

Redação Publicado em 30/11/2023, às 15h59

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Cachorro levado para a manifestação em Seoul - Getty Images
Cachorro levado para a manifestação em Seoul - Getty Images

Nesta quinta-feira, 30, produtores de carne de cachorro tomaram as ruas de Seoul, na Coreia do Sul, para protestar contra um possívelbanimento da iguaria em todo o país. Na última semana, dois projetos de lei foram apresentados pelo Partido Democrático da Coreia e o Partido do Poder do Povo, que visa proibir a produção, comercialização e compra de carne de cachorro

A manifestação, que aconteceu em frente ao prédio do gabinete presidencial, contou com mais de 200 fazendeiros, açougueiros, donos de restaurante e profissionais do ramo. Em nota, Joo Young-bong, presidente da Associação de Produtores de Carne de Cachorro da Coreia, chegou a ameaçar a soltura de dois milhões de cães em Seoul, na região que circunda prédios públicos e residências de políticos. 

Com o apoio dos dois partidos, o projeto sugere a prisão de 3 a 5 anos e o pagamento de uma multa de ao menos R$ 114 mil para aqueles que descumprirem a lei, conforme repercutido pelo O Globo. 

É importante ressaltar que a proposta para o banimento do consumo de carne de cachorro possui o apoio da primeira-dama sul-coreana, Kim Keon-hee, tutora de seis cães. Mas ela não está sozinha, um levantamento realizado em 2022 pela Gallup Korea apontou que 64% da população do país é contra o hábito. 

Se qualquer um dos projetos for aprovado, o consumo de carne de cachorro será proibido no país até 2027. O acordo também estipula o apoio financeiro a comércios que trabalham exclusivamente com a venda do alimento, como fazendas, açougues, restaurantes e revendedores. 

Produção nacional

Esta não é a primeira vez que o governo da Coreia do Sul tenta banir a iguaria. Em 2021, o então presidente, Moon Jae-In, pretendia vetar o consumo do alimento, mas voltou atrás em sua decisão após uma onda de protesto entre os produtores. 

É estimado que o país possua 1,1 mil fazendas, 34 casas de abate e 1,6 mil restaurantes que trabalham com carne de cachorro, segundo a Associação de Produtores de Carne de Cachorro da Coreia, que também apontou que 1,5 milhões de cães se encontram em criação.

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