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Corpo de guerreiro nômade, na verdade, pertencia a uma menina de 13 anos

A partir de novas análises, arqueólogos descobriram que os restos mortais encontrados em 1988 contavam uma história diferente

Pamela Malva Publicado em 07/07/2020, às 13h20 - Atualizado às 13h20

Fotografia da tumba tirada em 1988, na época do achado
Fotografia da tumba tirada em 1988, na época do achado - Divulgação

Em 1988, arqueólogos encontraram os restos mortais se um suposto guerreiro cita, datado entre os anos 900 e 200 a.C.. Atualmente, no entanto, descobriu-se que o corpo mumificado descoberto no passado pertencia a uma menina de 13 anos.

Enterrado ao lado de dezenas de armas, como um arco de bétula e um machado, o fóssil foi identificado como sendo de um homem por culpa dos artefatos. Nesse sentido, imaginava-se que mulheres fossem enterradas com espelhos e acessórios.

Desenhos da tumba feitos em 1988, na época do achado / Crédito: Divulgação

 

A partir de novas análises, contudo, os arqueólogos ficaram surpresos ao perceber que a múmia de 2,6 mil anos, na verdade, era uma pequena guerreira que, quando morreu, "não havia completado 14 anos". Na época do achado, a menina estava vestida com um longo casaco de pele, uma camisa, calça ou saia e um boné de couro.

Hoje, com os novos resultados em mãos, os historiadores estão traçando novas narrativas sobre a múmia. Dessa forma, a descoberta não apenas contextualiza melhor o universo dos citas, como também reacende a possibilidade da existência de Amazonas, as guerreiras da mitologia grega.