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Defesa de Monique Medeiros alega irregularidade na prisão e pede relaxamento da medida ao STF

Medeiros está presa desde abril, acusada de envolvimento na morte do próprio filho, Henry Borel

Redação Publicado em 24/11/2021, às 09h41

Monique Medeiros, em entrevista
Monique Medeiros, em entrevista - Divulgação/Youtube/CidadeAlertaRecord

Na última terça-feira, 23, foi divulgado que os advogados de defesa de Monique Medeiros — presa desde abril, acusada de envolvimento na morte do próprio filho, Henry Borel, de 4 anos — entraram com pedido no Supremo Tribunal Federal, pedindo a soltura da professora.

A defesa de Monique alega irregularidade na prisão, afirmando que a mulher não teve audiência de custódia marcada, após sua prisão temporária ter sido convertida para preventiva em maio deste ano.

De acordo com informações publicadas pelo portal de notícias UOL, o documento redigido pelo advogado Thiago Minagé pede que o STF reconheça a “ilegalidade da manutenção da prisão e consequente relaxamento da medida", que foi determinada pelo TJ-RJ.

A defesa alega que Medeiros foi ouvida em abril, mas, depois da alteração não teve uma nova audiência marcada. Segundo o advogado, a decisão viola a Convenção Americana sobre Direitos Humanos e ao Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos.

Em depoimento enviado ao UOL, Minagé, afirmou que aguarda resposta e espera que o TJ-RJ esclareça o ocorrido.


Relembre o caso Henry

No domingo de 7 de março de 2021, o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henryna casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

Dr. Jairinho e Monique Medeiros foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, como agravamento de tortura e recursos que dificultaram que o garoto se defendesse. 

Em outubro aconteceu a primeira audiência sobre o caso. A continuação da audiência de instrução e do julgamento continuará em dezembro.