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Deputado francês é atacado por grupo contrário ao passe de vacinação

Membro do partido de Emmanuel Macron, Stéphane Claireaux foi alvo dos manifestantes no último domingo, 9. Veja o vídeo!

Pamela Malva Publicado em 10/01/2022, às 18h00

Fotografia do deputado Stéphane Claireaux
Fotografia do deputado Stéphane Claireaux - Ngagnebin/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

No último domingo, 9, o deputado francês Stéphane Claireaux foi atacado por um grupo de pessoas contrárias ao passaporte de vacinação. Nesta segunda-feira, 10, então, o presidente Emmanuel Macron veio a público comentar o caso e afirmou que o ataque, que contou com algas e pedras, "pareceu um apedrejamento".

Segundo o UOL, tudo aconteceu enquanto Claireaux, membro do partido centrista República em Marcha, o mesmo do presidente, saía de sua casa na região de Saint-Pierre-et-Miquelon, perto da província canadense de Terra Nova e Labrador.

Em visita a Nice, Macron — que ainda não confirmou sua candidatura para a eleição presidencial de abril — afirmou que “temos visto a intensificação da violência" contra políticos eleitos. Nesse sentido, ele classificou o ataque como "intolerável" e "inaceitável".

Na opinião de Christophe Castaner, o líder do LREM na Câmara, o caso representou a "covardia [dos manifestantes] perante um único homem, pacífico, indefeso, que se levantou, que saiu, que quis falar". Nesse sentido, o político lembrou que 322 ameaças a deputados, em maior parte de sua própria legenda, foram registradas em 2021.

Os opositores de Macron, por sua vez, não deixaram de citar as polêmicas falas do presidente francês diante do avanço da pandemia no país, ainda que também tenham criticado o ataque. Esse foi o caso de Éric Ciotti, deputado do partido Os Republicanos.

Acontece que, em entrevista ao jornal Le Parisien na terça-feira, 4, momento em que o país analisa a implementação de um passaporte da vacinação, Macron afirmou: "Aos não vacinados, quero muito irritá-los. E é isso que continuaremos a fazer, até o fim".

Para a candidata à presidência Valérie Pécresse, também do partido Os Republicanos, por exemplo, “o presidente da República agiu como incendiário em seu discurso na semana passada, porque atacou pessoas não vacinadas, em vez de tentar convencê-las".