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Descoberta na África do Sul indica que Homo erectus é mais antigo do que pensávamos

Crânio descoberto por estudante em equipe de arqueólogos é primeiro revelado no sul do continente, revolucionando nosso conhecimento da Pré-História

André Nogueira Publicado em 06/04/2020, às 11h30

Reconstrução da face do Homo erectus
Reconstrução da face do Homo erectus - Wikimedia Commons

Uma recente descoberta de crânio pré-histórico revelou dados inéditos sobre os homeníneos africanos: o primeiro achado de Homo erectus do sul do continente prova que a espécie é mais antiga que era afirmado. A nova ossada, denominada DNH 134, superou todas as expectativas dos pesquisadores.

"Antes de encontrarmos o DNH 134, sabíamos que o Homo erectus mais antigo do mundo era de Dmanisi, na Geórgia, datado de 1,8 milhão de anos atrás", afirma Stephanie Baker, da Universidade de Johanesburgo ao Heritage Daily. “Agora sabemos que a pedreira principal de Drimolen e todos os fósseis nela datam de 2,04 a 1,95 milhão de anos atrás”.

Fragmentos do crânio / Crédito: Divulgação/Twitter

 

"A idade do fóssil DNH 134 mostra que o Homo erectus existia 150.000 a 200.000 anos antes do que se pensava", afirmou também o professor Andy Herries (Universidade La Trobe, Austrália), que codirige o projeto de escavação com Baker. A datação foi complicada, pois o material estava bastante fragmentado, no entanto, o resultado é confiável.

A informação nos traz alguma luz em relação a diversos enigmas da paleoatropologia, e auxiliará em diversos estudos sobre a disseminação do gênero Homo pelo mundo. O Homo erectus foi a primeira espécie do grupo a transpassar o continente africano, se tornando o primeiro homeníneo cosmopolita. Eles já andavam sobre duas patas, como o ser humano.