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Notícias / Primatas

Descubra o que levou a extinção do maior primata da História

Um novo estudo desvendou o mistério acerca do motivo e da data de extinção do maior primata da história

Redação Publicado em 10/01/2024, às 18h11 - Atualizado às 18h16

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Ilustração do "giganto" (esq.) e imagem dos ossos de sua mandíbula (dir.) - Wikimedia Commons e Divulgação/Arquivo Pessoal/Professor Wei Wang
Ilustração do "giganto" (esq.) e imagem dos ossos de sua mandíbula (dir.) - Wikimedia Commons e Divulgação/Arquivo Pessoal/Professor Wei Wang

Há cerca de 2 milhões de anos, o maior primata da história percorreu a Terra, mas, até recentemente, o motivo e a data de sua extinção permaneciam um mistério. Agora, os especialistas dizem ter motivos para acreditar que o macaco foi vítima de uma mudança em sua dieta, quando seus alimentos tradicionais se tornaram escassos. 

Estudos anteriores apontaram que a área de distribuição do Gigantopithecus blacki, que media três metros de altura e pesava entre 200 e 300 kg, havia diminuído consideravelmente há 330 mil anos, mas determinar a causa de sua extinção se mostrou um desafio. 

Conforme repercutido pelo jornal The Guardian, via revista Nature, a doutora Kira Westaway, co-autora do estudo, explicou que a pesquisa foi feita com base em dentes do primata, encontrados em 11 cavernas na China, sedimentos dessas mesmas cavernas e resíduos de outras 11, onde não foram encontrados sinais do animal.

Além disso, os pesquisadores também listaram as condições ambientais que cercavam o primata, graças à análise de sedimentos, fósseis de outros animais e partículas de pólen.

Tudo isso apontou para uma mudança no ambiente de 700.000 anos atrás, o que teria resultado na transformação das plantas florestais e, consequentemente, no desaparecimento de alguns frutos. 

Nova dieta

Com a escassez dos alimentos que estavam habituados,animais desta espécie se voltaram para outras opções disponíveis, que se mostraram pouco nutritivas. 

Giganto escolheu um alimento alternativo pouco nutritivo – ele comia coisas realmente fibrosas, como cascas de árvore e galhos no chão. Ele simplesmente não conseguiu se adaptar”, concluiu Westaway.

Hervé Bocherens, professor na Universidade de Tuebingen que não participou do estudo, afirmou que, em sua pesquisa anterior, também foi enfatizado a falta de flexibilidade como causa do desaparecimento do animal.

Isso sugere que o primata continuou se alimentando de plantas de uma paisagem densamente florestada, enquanto outras espécies no mesmo local passaram a consumir grama de ambientes de savana.

É realmente importante compreender como os primatas respondem às tensões ambientais e como algumas espécies são mais vulneráveis ​​e outras mais resilientes”, disse Westaway, que se preocupa com uma sexta extinção em massa. 

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