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Durante a pandemia de Covid-19, Índia enfrenta invasão intensa de gafanhotos

Grandes enxames estão invadindo plantações; é a pior crise com insetos no país desde 1993

Penélope Coelho Publicado em 26/05/2020, às 16h58

Imagem dos gafanhotos
Imagem dos gafanhotos - Divulgação

Em meio à pandemia do novo coronavírus, a Índia está passando por mais uma situação caótica. O país vive a pior invasão de gafanhotos em três décadas. Desde abril, os insetos destruíram cerca de 50 mil hectares de plantações, a região mais afetada foi o oeste da Índia.

Para lidar com o problema, as autoridades indianas estão utilizando drones, tratores e veículos equipados com inseticidas, segundo o subdiretor da Locust Warning Organisation (LWO), departamento do Ministério indiano da Agricultura.

Desde 1993, a índia não era atingida pela praga. Os gafanhotos advindos do leste africano obtiveram uma maior facilidade de reprodução atualmente, devido ao aumento de chuvas entre os meses de março e maio.

Além da Índia,  autoridades do Paquistão chegaram a declarar emergência nacional, afirmando que a quantidade de gafanhotos era incontrolável. Mesmo que a relação entre os dois países não seja muito amigável, isso não foi impedimento para que autoridades de ambos os lugares discutissem o desdobramento de ações que devem ser tomadas contra os insetos.

De acordo com a BBC, aconteceram cerca de nove reuniões via internet entre os países para discutirem um plano de ação contra as pragas. De acordo com pesquisadores, é importante que a invasão seja controlada, já que os gafanhotos podem danificar a produção de alimentos, gerando um problema ainda maior para os países.

Coronavírus na Índia e Paquistão

Em meio à luta para combater os insetos, a Índia e Paquistão também enfrentam a pandemia de coronavírus. Segundo as últimas informações divulgadas pelas autoridades da saúde, o país possui 145.380 mil casos confirmados da doença, com 60.491 mil recuperados e 4.167 mil mortes.

Já o Paquistão apresenta 57.705 mil pessoas diagnosticadas com Covid-19, os recuperados somam 18.314 mil e as mortes 1.197 mil.