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Em gravação rara de 1951, Albert Einstein reflete sobre os segredos da bomba atômica

O cientista considerou a condenação de Julius e Ethel Rosenberg injusta

Thiago Lincolins Publicado em 03/05/2019, às 11h00

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- Crédito: Reprodução

Quando Albert Einstein se tornou uma celebridade internacional, as suas opiniões sobre qualquer tema apareciam nos jornais, como sua defesa da democracia, socialismo e pacifismo. Por este motivo, existem poucos registros sobre a vida do cientista fora dos holofotes. Entretanto, uma conversa gravada há mais de 60 anos revelou uma opinião polêmica do cientista.

Registrado em 4 de maio de 1951, o papo do físico com os seus amigos Jack e Frances Rosenberg veio a público durante um leilão promovido pela Heritage Auctions, nos EUA. De acordo com a casa de leilões, Einstein fala em inglês, com um forte sotaque, enquanto discute assuntos sérios com risos e piadas.

Em uma prévia de 3 minutos, Albert refletiu sobre o julgamento por espionagem de Julius e Ethel Rosenberg - casal de comunistas americanos condenados à morte em 1951 por passar segredos atômicos aos soviéticos. De acordo com o cientista, o que estava acontecendo com o casal era “injusto” e que as ações contra os dois eram “imprudentes”. Na época da dupla sentença, que gerou protestos em todo o mundo, Einstein pediu clemência para o casal, mas não obteve sucesso.

O pesquisador também lamentou o seu papel em ter ajudado os EUA com o desenvolvimento da bomba atômica. "Eu acredito que foi uma grande desgraça", afirmou Albert. "Eu me arrependo muito."

Entretanto, o intelectual ficou alivado ao saber que os russos construíram a própria bomba atômica. Ele declarou que "seria melhor para o bem-estar mundial" se os Estados Unidos não fossem o único país com armas atômicas.

Uma cópia da rara gravação foi disponibilizada para o Instituto de Tecnologia da Califórnia. Os lances da fita começam em US$ 3.500 e o futuro proprietário também receberá a gravação em um CD.