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Estruturas de 19 galáxias espirais próximas a Terra são fotografadas por James Webb

As imagens registradas pelo telescópio James Webb podem auxiliar cientistas a entenderem a evolução de galáxias espiras e a formação de estrelas

Isabelly de Lima Publicado em 30/01/2024, às 10h52

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Imagens capturadas pelo Telescópio James Webb - Reprodução / NASA
Imagens capturadas pelo Telescópio James Webb - Reprodução / NASA

O Telescópio Espacial James Webb, uma revolução na observação astronômica, surpreendeu a comunidade científica ao registrar imagens em infravermelho próximo e médio de 19 galáxias espirais próximas. As fotos, divulgadas na última segunda-feira, 29, representam um marco ao revelar estruturas de estrelas, gás e poeira em escalas sem precedentes além de nossa própria galáxia.

Parte do ambicioso programa "Physics at High Angular resolution in Nearby GalaxieS" (PHANGS), que conta com o apoio de mais de 150 astrônomos em todo o mundo, as imagens do Telescópio James Webb ampliaram significativamente a compreensão sobre as galáxias espirais próximas.

Anteriormente, o PHANGS já contava com dados de observatórios renomados, como o Telescópio Espacial Hubble da NASA, o Multi-Unit Spectroscopic Explorer do Very Large Telescope (VLT) e o Atacama Large Millimetre/submillimetre Array, no Chile, como informado pela Galileu.

O Telescópio James Webb assume papel crucial, sendo o único capaz de fornecer cenas altamente detalhadas de galáxias próximas na combinação única de luz infravermelha próxima e média. As imagens capturadas pela Câmera de Infravermelho Próximo (NIRCam) do telescópio apresentam milhões de estrelas, brilhando em tons de azul, algumas espalhadas pelos braços espirais das galáxias, enquanto outras formam aglomerados estelares.

Diferente conglomerado de imagens que foram capturadas pelo James Webb - Reprodução / NASA

Imagens reveladoras

Estrelas em processo de formação, envoltas em gás e poeira, são visualizadas como "sementes vermelhas brilhantes nas pontas de picos empoeirados", conforme declaração da Agência Espacial Europeia (ESA).

As imagens também revelam grandes áreas esféricas no gás e poeira, possivelmente criadas por explosões estelares passadas. Nas tonalidades de vermelho e laranja, destacam-se regiões estendidas de gás nos braços espirais, sugerindo fenômenos astronômicos intrigantes.

Segundo análises preliminares, as imagens indicam que a formação de estrelas se inicia nos núcleos das galáxias, espalhando-se ao longo dos braços, espiralando para longe do centro.

Estrelas mais distantes do núcleo são mais provavelmente jovens, enquanto as áreas próximas ao núcleo, iluminadas por um destaque azul, indicam conjuntos de estrelas mais antigas. O programa PHANGS lançou o maior catálogo de estrelas até o momento, contendo cerca de 100 mil aglomerados.

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