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Ex-espião que dedicou a vida para matar Fidel Castro, morre aos 91 anos

O cubano Antonio Veciana afirmava ter sido uma peça importante na operação Peter Pan, na década de 1960

Penélope Coelho Publicado em 20/06/2020, às 09h43

Fotografia de Antonio Veciana
Fotografia de Antonio Veciana - Divulgação / Youtube

De acordo com informações da agência de notícias AFP, o ex-agente da CIA, Antonio Veciana, faleceu ontem, 19, em um hospital em Miami, nos Estados Unidos, o homem tinha 91 anos.

A confirmação partiu de Ana Veciana-Suárez, filha do ex-espião, que afirmou que seu pai já estava sofrendo com problemas de saúde há um bom tempo. O cubano ficou conhecido por ter sido um dos grandes caçadores de Fidel Castro.

O anticastrista dedicou sua vida na tentativa de matar Fidel e em 2017 publicou sua autobiografia intitulada: Treinado Para Matar: Os Planos da Cia Para Eliminar Castro, Kennedy e Che, o livro foi co escrito com o jornalista Carlos Harrison.

Veciana tem seu nome atribuído com a grande onda de pânico conhecida como Operação Peter Pan — um êxodo em massa onde mais de 14 mil crianças e adolescentes cubanos foram desacompanhados para os Estados Unidos, entre os anos de 1960 e 1962.

O homem se exilou nos Estados Unidos em 1961, depois de ter cometido um ataque sem sucesso contra Fidel. Além disso, Antonio também foi o fundador do grupo paramilitar contra Castro, chamado Alpha 66. Entre as décadas de 1960 e 1970, a instituição comandava ações contra o governo de Cuba.

Em 1979, Veciana tentou mais duas vezes atacar Fidel, porém, as tentativas fracassaram. Com isso, ele acabou deixando de lado seus esforços para tentar matar o revolucionário cubano.

A notícia da morte de Antonio Veciana vem repercutindo na mídia, confira: