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Facebook se defende das críticas do documentário "O Dilema das Redes", da Netflix

Na última sexta, a rede social publicou uma resposta oficial em que lista seus esforços para melhorar a plataforma

Ingredi Brunato Publicado em 05/10/2020, às 13h48 - Atualizado às 13h48

Fotografia de Mark Zuckerberg em 2018
Fotografia de Mark Zuckerberg em 2018 - Wikimedia Commons

Na última sexta-feira, 2, o Facebook publicou um comunicado oficial respondendo às críticas expostas pelo documentário “O Dilema das Redes”, uma produção da Netflix que aborda questões polêmicas a respeito das redes sociais. Um dos principais pontos apontados é o efeito viciante de algoritmos que são planejados para manter a atenção do usuário, além da facilidade de circulação de notícias falsas nessas plataformas. 

O documentário gerou muita discussão na internet a respeito das problemáticas levantadas durante o mês de setembro, principalmente por contar com entrevistas de ex-funcionários de diversas redes sociais, como o próprio Facebook, o Instagram, Twitter, Pinterest e outros. 

Em sua resposta oficial, o Facebook admite que cometeu erros em 2016 (durante as eleições nos Estados Unidos, quando as notícias falsas tiveram o primeiro aumento exponencial), contudo também diz que a obra da Netflix ignora as medidas que a rede já tomou para melhorar os problemas expostos. 

“O Facebook usa algoritmos para melhorar a experiência das pessoas usando nossa plataforma - como qualquer aplicativo de encontros, Amazon, Uber e incontáveis ​​outros aplicativos dirigidos ao consumidor final, com que as pessoas interagem todos os dias. Isso inclui a Netflix”, publicou a rede social. 

A plataforma também se defendeu dizendo que em 2018, por exemplo, foi realizada uma mudança no feed de notícias da rede, dando prioridade à interações sociais em detrimento de publicações virais, com o objetivo de combater o vício digital gerado. O resultado foi uma queda diária de 50 milhões de horas de presença na rede por parte dos usuários. 

Outros argumentos também são trazidos, como a presença de 70 parceiros que tem como meta a detecção de notícias falsas, novas garantias para o uso de dados dos usuários e aumento na eficiência da remoção de publicações trazendo discurso de ódio.